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Mundo A Organização Mundial da Saúde pede doação imediata de 10 milhões de vacinas contra o coronavírus para enviar a nações mais pobres

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“Este anúncio tornou nossa situação financeira mais aguda”, declarou o chefe da OMS. (Foto: Christopher Black/World Health Organization)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo nesta sexta-feira (26) aos países ricos para que doem doses de vacinas contra covid-19 para ajudar a cumprir as metas de vacinação das pessoas mais vulneráveis nas nações mais pobres.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o programa de distribuição de vacinas Covax, coliderado pela OMS e a aliança de vacinas Gavi, precisa de 10 milhões de doses imediatamente como uma medida paliativa.

“O Covax está pronto para entregar, mas não podemos entregar vacinas que não temos. Acordos bilaterais, proibições de exportação e nacionalismo de vacinas causaram distorções no mercado, com grandes desigualdades na oferta e demanda”, disse Tedros em entrevista coletiva.

No início do ano, o chefe da OMS lançou um desafio mundial para que a vacinação dos profissionais da saúde e dos idosos fosse iniciada em todos os países nos primeiros 100 dias de 2021.

Até agora, 177 países e territórios conseguiram iniciar a vacinação, segundo Tedros, especialmente graças ao Covax, que distribuiu mais de 32 milhões de vacinas em 61 países.

“Restam apenas 15 dias antes do 100º dia do ano e 36 países ainda esperam vacinas para começar a vacinar os profissionais da saúde e os idosos”, disse.

Desses 36 países, 16 devem receber suas primeiras doses nos próximos 15 dias. Mas os outros 20 países “aguardam” as vacinas.

“Dez milhões de doses não é muito e nem de longe é o suficiente”, acrescentou.

O sistema internacional Covax busca fornecer neste ano doses de vacinas para 20% da população de cerca de 200 países e territórios, e tem um mecanismo de financiamento para ajudar 92 países desfavorecidos.

Início da covid

No começo do ano, uma equipe da OMS esteve em Wuhan, na China, para investigar o que teria sido a origem da pandemia da covid-19. Agora, um relatório sobre os estudos está para ser divulgado e quatro hipóteses são ditas como as principais.

A entrega desse relatório atrasou após uma disputa entre EUA e China sobre o conteúdo do documento. Ainda não se tem certeza sobre qual a versão da análise vai ser divulgada de forma oficial, mas cientistas que estiveram nas pesquisas explicaram para a Associated Press alguns detalhes da investigação.

Ao todo, epidemiologistas internacionais, cientistas de dados, veterinários, especialistas de laboratório e segurança alimentar, assinam o documento. Apesar da expectativa, não há uma resposta definitiva, apenas sugestões do que poderia ter causado o vírus que, até o momento, matou 2,7 milhões de pessoas no mundo.

Um mercado da cidade chinesa é apontado como o local de origem da pandemia de covid-19. A principal probabilidade é de que o vírus tenha passado de um morcego para um segundo animal intermediário para depois chegar nos humanos.

Isso é dado como provável pela dificuldade do vírus de passar diretamente de um morcego para uma pessoa. Esse segundo animal ainda é desconhecido.

A segunda hipótese trata justamente da não existência de um animal intermediário, apesar de improvável, há condições que permitam sob determinadas circunstancias que o vírus passe diretamente do morcego para um humano.

A terceira probabilidade ainda envolve o animal voador. Dessa vez o vírus poderia ter passado do morcego para alimentos congelados que, uma vez consumidos por humanos, poderiam transmitir a doença.

A última possibilidade discutida para a origem da covid-19 é justamente a de um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan. A tese é defendida pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mas tratada com ceticismo pela OMS, que classificou a hipótese como “muito improvável”.

“Espero que este relatório seja apenas um primeiro passo para investigar as origens do vírus e que a secretaria da OMS provavelmente diga isso”, explicou o diretor da Iniciativa de Política e Governança Global da Universidade de Georgetown no Instituto O’Neill, Matthew Kavanagh.

A ida para Wuhan é dada como a primeira etapa da busca para saber as origens do vírus. A OMS diz não se tratar de uma investigação, mas de uma colaboração entre países, inclusive da China, para descobrir onde começou a pandemia.

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