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Mundo A Organização Mundial da Saúde recomenda a vacina de Oxford e diz que seus benefícios superam os riscos

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A vacina é a sexta a receber essa aprovação pela entidade. (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira (17) considerar que os benefícios da vacina contra covid-19 da AstraZeneca são maiores do que potenciais riscos. Por esse motivo, a entidade recomenda que a vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, continue a ser utilizada.

Em comunicado, a OMS disse que alguns países da União Europeia suspenderam temporariamente o uso da vacina da AstraZeneca com base em relatos de que pessoas que a receberam foram acometidas por trombose, mas ressaltou que outras nações do bloco decidiram seguir aplicando o imunizante, após levarem as mesmas informações em consideração.

A OMS também afirmou que é normal países apontarem possíveis efeitos adversos após amplas campanhas de vacinação, mas ressaltou que os eventos não são necessariamente relacionados à imunização, embora investigá-los constitua “uma boa prática”.

A entidade disse ainda que mantém contato constante com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, pela sigla em inglês) e que está cuidadosamente avaliando os últimos dados sobre a segurança da vacina da AstraZeneca. “Assim que a avaliação for concluída, a OMS irá divulgar suas conclusões”, acrescentou.

Sem indícios

A EMA afirmou não ter indícios de que a imunização com a vacina da AstraZeneca/Oxford contra covid-19 tenha influenciado na formação de coágulos sanguíneos.

“Quero ressaltar que, no momento, não há indícios que a vacinação [com o imunizante da AstraZeneca] tenha causado essas condições – não apareceram nos testes clínicos e não estão listados como efeito colateral esperado para essa vacina”, disse a diretora-executiva da EMA, Emer Cooke.

“Nos testes clínicos, tanto as pessoas vacinadas quanto as que receberam placebo não mostraram mudanças na avaliação dos dados de coagulação. E o número de eventos de formação de coágulos entre os vacinados também não parecem ser maiores do que o observado na população em geral”, continuou Cooke.

A especialista destacou ainda a importância dos imunizantes para prevenir os casos de covid-19, especialmente nas formas graves que requerem internação hospitalar, e disse que esse é um fator de peso na avaliação de risco feita pela EMA.

“Enquanto essa investigação está em andamento, continuamos firmemente convencidos de que os benefícios da vacina da AstraZeneca em prevenir a Covid-19 superam os riscos de efeitos colaterais.”

Cooke afirmou ainda que o painel de especialistas analisa se há qualquer relação de causa entre o uso da vacina da AstraZeneca/Oxford e os casos adversos ou se eles foram originados por outras causas.

“Isso requer uma análise muito rigorosa de todos os dados disponíveis dos eventos. Os especialistas avaliaram esses os dados e também as circunstâncias clínicas para determinar se a vacina pode ter contribuído [para as coagulações]”, explicou.

“Vamos nos reunir novamente na quinta-feira (18) para chegar a uma conclusão com toda a informação disponível e nossos especialistas vão nos aconselhar caso haja alguma recomendação adicional que precise ser tomada – e informaremos o público sobre isso imediatamente após essa reunião.”

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