Quinta-feira, 09 de abril de 2026
Por Luís Eduardo Souza Fraga | 4 de abril de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
No próximo dia 05 de abril, nós cristãos iremos comemorar a Páscoa, mas as comemorações ou reflexões iniciam, em geral, na “Sexta-feira Santa” que simboliza o dia da morte de Jesus Cristo, que foi preso, julgado e condenado à morte na cruz, expediente esse voltado a pessoas que cometiam crimes graves contra o governo e a sociedade Romana.
Jesus Cristo, sofreu um verdadeiro “calvário” até chegar no monte Calvário, onde foi crucificado, morrendo na sexta-feira, foi sepultado passando assim o chamado sábado de aleluia e ressuscitou no domingo, voltando a vida e vencendo a morte.
A partir disso comemoramos no domingo a ressurreição de Cristo, que chamamos de Páscoa, que simboliza a passagem da morte para a vida. O domingo de Páscoa representa para nós cristãos o momento de tomarmos consciência dos nossos erros e pecados e assim como Jesus Cristo, também renascermos para uma nova vida.
Mas a Páscoa é representada dessa forma apenas para os cristãos, para outros povos os motivos e simbolismos são outros, até porque esses povos não o reconhecem como o Messias, Jesus Cristo o filho de Deus criador.
No caso do povo Judeu, por exemplo, a Páscoa tem outra representatividade, conforme a Bíblia Sagrada, na antiguidade o povo Hebreu que vivia na região onde hoje é a Palestina e Israel, viveram situações muito graves em relação a sua sobrevivência, aconteceram muitas secas, faltava alimentos, entre outras questões, então tomaram uma difícil decisão, sair do seu local de origem e ir para outro país.
Então rumaram para o Egito, depois de muito caminhar pelo deserto chegaram a nova terra, era um lugar encantador, um país com uma cultura avançada e desenvolvida às margens do rio Nilo, com produção agrícola e pecuária que garantia o alimento necessário para o povo, era um eldorado em meio ao deserto.
Chegando lá, logo foram tomados como escravos pelo Faraó e seu governo, começava então mais de quatro séculos de sofrimento, trabalho, humilhação e escravidão.
Mas um dia o Deus dos Hebreus enviou um homem que iria tirá-los da submissão, Moisés tentou negociar com o faraó, mas não teve sucesso, então Deus enviou, através de Moisés as já conhecidas 10 pragas do Egito, onde a última era a morte dos primogênitos, entre eles o filho do Faraó, com essa perda somada às outras o Faraó cedeu e libertou o povo Hebreu, que seguiu para a terra prometida por Deus.
A palavra Páscoa significa: “Passagem”.
Esse momento do Êxodo dos Hebreus é celebrado até hoje como a Páscoa dos Judeus, então conforme as religiões judaico-cristãs, a Páscoa possui dois significados, conforme cada religião.
Sobre a mudança do nome de Hebreus para Judeus, se deu quando da morte do rei Salomão, filho de Davi, o reino se dividiu em Reino de Israel (ao norte) e Reino de Judá (ao sul).
Em certo momento da história o Reino do Norte foi destruído pelos assírios. O Reino de Judá (onde estava a tribo de Judá e a capital Jerusalém) sobreviveu.
Então os hebreus ou israelitas, assim também chamados em certo momento, passaram a ser chamados de judeus.
A Pessach ou Páscoa ocorre durante uma semana, a partir do dia 15 do mês de Nissan no calendário judaico, entre março e abril do nosso calendário gregoriano.
A palavra “Páscoa ou Passagem” é utilizada pelas duas religiões, mas com significados diferentes.
Desejo uma feliz Páscoa a todas as religiões e a todas as pessoas de boa vontade.
* Luís Eduardo Souza Fraga – professor
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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