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Notícias Orquestra Sinfônica de Porto Alegre apresenta concerto em homenagem à Semana da Pátria neste sábado

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Programa destaca composições do francês Saint-Saëns e do russp Rachmaninoff. (Foto: Maurício Paz/Divulgação)

Em homenagem à Semana da Pátria, a Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) recebe às 17h deste sábado, dois convidados internacionais para mais um concerto da série “Pablo Komlós”. O programa destaca composições do francês Camille Saint-Saëns (1835-1921) e do russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943), com duas atrações estrangeiras: o maestro chinês Wilson Ng na regência e o violoncelista alemão Clemens Weigel nos solos.

Os ingressos – entre R$ 10 e R$ 40 – estão à venda na internet, na bilheteria do Teatro do Bourbon Country (junto ao shopping center Iguatemi, na Zona Norte) ou no próprio local do evento (a Casa da Ospa, no Centro Administrativo do Estado), a partir das 14h. Mais informações pelo telefone (51) 3222-7387 ou no site www.ospa.org.br.

Convidados

Nascido em Hong Kong há 30 anos, Wilson Ng iniciou o aprendizado da flauta na pré-adolescência. Estudou na França, atuando como solista pela Lyon National Opera Ballet e se especializou como maestro, aprimorando habilidades em regência na Alemanha e na Escócia. Foi premiado em concursos internacionais e integrou a Danish National Symphony Orchestra, a BBC Scottish Symphony Orchestra e a Hong Kong Philharmonic Orchestra. Em 2017, foi agraciado com um certificado de seu país pelo desenvolvimento das artes e da cultura. Atualmente é maestro associado da Seoul Philharmonic Orchestra.

Já Clemens Weigel, 51 anos, é natural de Würzbug e iniciou os estudos em música ainda muito jovem. Teve entre seus professores os musicistas André Navarra e Walter Nothas. Em 1994, conquistou o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Música, em Finale Ligure (Itália). Desde 1993 é membro da Orquestra Staatstheater am Gartnerplatz de Munich (Alemanha). Além da carreira de solista, é membro do renomado Quarteto Rodin.

Compositores

Saint-Saëns (1835-1921) começou a estudar piano aos três anos e, aos onze, apresentou-se na Sala Pleyel, em Paris (França). Além de exercer múltiplas atividades musicais (pianista, organista, professor, maestro, influente crítico musical), foi poeta, dramaturgo, geólogo e astrônomo amador. Dentre os concertos, o primeiro dedicado ao violoncelo, “Opus 33”, impõe-se pelo equilíbrio formal e o uso idiomático do instrumento solista.

O violoncelo é explorado em todo seu potencial, com maestria e propriedade, sobretudo pela valorização da riqueza de seu registro grave médio. Quanto à forma, a grande particularidade da obra consiste no encadeamento de seus três movimentos em um só, para, juntos, se estruturarem como um allegro de sonata: O “Allegro Non Troppo” (correspondente à exposição e ao desenvolvimento) apresenta dois temas que se desenvolvem de maneira bastante expressiva.

Já o “Allegretto Con Moto” (formalmente, um “intermezzo”) adota o ritmo de minueto e tem um caráter introspectivo, muito apropriado ao instrumento solista. O “Molto Allegro” (reexposição/recapitulação), por sua vez, acrescenta novo material temático e conclui a obra com elegância e beleza.

Sergei Rachmaninov (1873-1943) destacou-se como regente, compositor e instrumentista extraordinário. Em 1918, mudou-se para os Estados Unidos, onde fez uma carreira brilhante como pianista. O último trabalho que ele escreveu foram as “Danças Sinfônicas”, concluídas em 1940. O primeiro movimento, simplesmente marcado como “Non Allegro”, não rápido, deveria ser uma dança representando o meio dia; o título original do movimento era “meio-dia”. O segundo movimento, “Andante Con Moto (Tempo di Valse)”, tinha o título original de “Crepúsculo”.

Seu começo metálico nos leva a uma valsa que primeiro tem alguns problemas para começar, mas depois nos empurra para longe, mas ainda com hesitações que assolam a dança suave. E o movimento final, que inicia o “Lento assai”, destinado a ser “meia-noite”, parece uma luta religiosa.

(Marcello Campos)

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