Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 10 de outubro de 2019
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (10) que a Petrobras está quebrando seus próprios monopólios e que as privatizações realizadas neste ano, que bateram meta que havia estabelecido previamente, são só aquecimento.
Ao falar em evento em São Paulo, Guedes voltou a avaliar que a inflação está caindo com a economia acelerando. O ministro também afirmou que o governo está acelerando reformas, privatizações e a abertura da economia.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, que acompanha Guedes no Fórum de Investimentos Brasil 2019, reiterou que o ministro é 100% responsável pela condução da economia brasileira e que não existe plano B.
Bolsonaro também reforçou a independência de atuação do Banco Central sob seu governo, dizendo que o projeto de lei do governo para dar autonomia ao BC não fará “muita diferença”, porque a instituição já opera com autonomia.
“Eu só ligo para o presidente do Banco Central depois que ele decide o Copom”, afirmou.
Pré-sal
Guedes elogiou a votação no Congresso que aprovou projeto de lei que trata da partilha em fração igual dos recursos da cessão onerosa para Estados e municípios.
“Quero celebrar acordo entre Câmara e Senado e dizer que nossa classe política está de parabéns”, afirmou nesta quinta.
“A cessão onerosa é o grande acordo político”, enfatizou. Para o ministro, não há crise política, ao contrário do que tem sido dito. “Nasceu uma nova política, extraordinariamente republicana”, disse.
Pelo projeto aprovado, os municípios poderão usar o dinheiro a ser recebido para cobrir o rombo previdenciário ou para fazer investimentos. Já os governadores ficarão mais engessados no uso do recurso e terão de usar a verba prioritariamente para pagar dívidas da Previdência.
As declarações foram feitas durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019, organizado pelo governo federal, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.
“Essa medida vai reduzir o déficit fiscal nesse primeiro ano”, celebrou Guedes. “Quando me perguntam qual a meta de déficit fiscal, eu digo que é zero. Não deu para zerar, mas vamos tentar sempre o maior possível.” Segundo ele, não faz mal “mirar nas estrelas e acertar a lua”.
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