Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2020
A Petrobras anunciou, na quarta-feira (18), a redução nos preços do litro da gasolina, em 12%, do diesel, em 7,5% e do gás de cozinha (GLP), em 5%. Os valores referem-se aos produtos vendido pelas refinarias da estatal e valem a partir desta quinta-feira (19).
Os valores finais aos motoristas dependerão de cada posto e distribuidor de GLP, que acrescem impostos, taxas, custos com mão de obra. Além disso, o mercado brasileiro é baseado na livre concorrência, fazendo com que cada empresa cobre o que achar melhor, segundo explica a Petrobras.
“Os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços).”
De acordo com pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 8 e 14 de março, os preços médios ao consumidor no país para a gasolina era de R$ 4,515. Para o diesel, o preço médio era de R$ 3,618. E para o GLP, botijão de 13kg, R$ 69,98.
A Petrobras lembra também que a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo “A”, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo “A” misturados a biocombustíveis.
Medidas de prevenção
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (19) novas medidas de prevenção ao coronavírus para trabalhadores de suas plataformas de exploração e produção de petróleo e gás natural offshore. A estatal vai reduzir ao mínimo necessário suas equipes nas unidades em alto mar e adotará isolamento prévio para quem for embarcar.
Em comunicado à imprensa, a Petrobras informou que, antes de iniciar suas escalas nas plataformas, os trabalhadores passarão por um isolamento prévio de sete dias em hotel disponibilizado pela empresa.
Segundo a estatal, não haverá prejuízo à remuneração mesmo com a não convocação de trabalhadores e os dias de isolamento serão pagos como horas-extras.
As regras valem para trabalhadores próprios e terceirizados e se somam a outras medidas que já haviam sido anunciadas, como a intensificação do trabalho remoto, aferição de temperatura de todos os profissionais antes do embarque e quarentena para quem voltar de viagens ao exterior.
A Petrobras informou que as medidas estão alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde e “visam a contribuir com os esforços de toda a população e das autoridades para mitigar os riscos, reduzir a circulação nos espaços públicos, mantendo as pessoas em suas casas”. As informações são da Agência Brasil.
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