Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de dezembro de 2016
O pacote da reforma da Previdência Social já tem data para chegar ao Congresso Nacional. Tema extremamente polêmico, o projeto acumula críticas antes mesmo de ter sido debatido com alguma profundidade. As entidades sindicais, que na segunda-feira têm encontro com o governo, são taxativas: o sistema não é deficitário, conforme argumenta a equipe econômica para sustentar a defesa das alterações. De acordo com os sindicatos, o propósito seria desmontar o sistema previdenciário.
Sinais
Na avaliação das entidades sindicais, nada justifica alterar a forma pela qual é concedida a aposentadoria, pois qualquer mudança só prejudicará os trabalhadores. Para o governo, entretanto, trata-se de uma equação é simples: sem mudanças, o sistema previdenciário quebra.
Na fila do emprego
Enquanto nos Estados Unidos a taxa de desemprego é menor que 4%, a mais baixa em dez anos, no Brasil as previsões são as piores possíveis. Até o Banco Central é pessimista para 2017.
Outros números
As autoridades brasileiras admitem que são mais de 12 milhões de desempregados. No IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os números são outros: 23 milhões de desempregados e subempregados.
Na ponta do lápis
Já está valendo a obrigação das instituições de ensino superior em remunerar os bancos pelos custos da concessão do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). O novo modelo deverá trazer uma economia de 400 milhões de reais ao governo federal no ano que vem. Hoje, são 731 mil contratos. Os bancos ficam com 2% do valor dos encargos educacionais.
Acarajé mineiro
O deputado Antonio Imbassahy (BA), líder da bancada tucana na Câmara dos Deputados, é um túmulo quando perguntado sobre a possibilidade de assumir a Secretaria de Governo. Nome citado para substituir Geddel Vieira Lima, o baiano usa a velha tática da política mineira: o silêncio.
Big brother
Além dos Estados Unidos, a força-tarefa da Operação Lava-Jato conversa com cerca de três dezenas de países sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Ao menos 16 países já pediram algum tipo de informação e o Departamento de Justiça (espécie de Ministério Público) dos Estados Unidos investiga 12 empresas.
À flor da pele
O presidente Michel Temer parece que também não escapou da paranoia que tomou conta da “escandalosa” classe política brasileira, conforme descreveu o jornal norte-americano The New York Times em sua edição de ontem.
Mosquito
Temer ficou muito nervoso ao ser perguntado sobre o pacote anticorrupção, assunto que tirou do sério o até então tranquilo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Só falo de zika”, respondeu ele em uma solenidade em São Paulo. No interior, “zika” também significa a maré de problemas enfrentada por alguém.
Sonho meu
Muitos mandatários latino-americanos invejam o angolano José Eduardo dos Santos. Há 37 anos no poder, ele disse que sai em 2017, mas indicará o para o seu lugar o ministro da Defesa, João Lourenço, seu braço-direito.
Quem não teme…
Quem também anda com a pulga atrás da orelha por conta da Operação Lava-Jato é o ex-governador do Distrito Federal, José Agnelo (PT). Foi ele quem autorizou as obras bilionárias do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.
Coincidências
A preocupação tem um motivo concreto: a empreiteira Andrade Gutierrez foi a responsável pelas obras do estádio para a Copa. A empresa também integrou o consórcio com a Odebrecht para modernizar o Maracanã, no Rio de Janeiro. As duas construtora, como se sabe, turbinaram o maior esquema de corrupção do Brasil.
Precisão suíça
A Aeronáutica previu que os corpos das vítimas do acidente com a delegação da Chapecoense chegarão às 8h deste sábado em Chapecó (SC). São três aeronaves C-130 que pousaram ontem em solo colombiano, exatamente às 17h36min, conforme havia sido previsto.
Campo santo
O padre João Firmino passou um sufoco quando vândalos invadiram a Catedral Metropolitana de Brasília. Além de agredir verbalmente o pároco, quebraram vitrais, subiram na pia batismal e no altar da igreja desenhada por Oscar Niemeyer.
Ponto Final
“Todo esse quadro tem como pano-de-fundo a crise econômica, que não dá sinais de recuar. O Natal de 2016 será triste para milhões de famílias, que empobrecem a olhos vistos.” – Do cientista político André César Pereira.
Voltar Todas de Leandro Mazzini
Os comentários estão desativados.