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Notícias A Polícia Civil desarticulou um esquema que utilizava uma falsa empresa de agronegócio para trazer drogas ao Rio Grande do Sul

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Traficantes escondiam crack e maconha em caminhonetes adesivadas de firma fictícia. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Com mandados de prisão preventiva, busca e apreensão nas cidades de Novo Hamburgo e Passo Fundo, a Polícia Civil desarticulou na manhã dessa segunda-feira uma organização criminosa que utilizava uma falsa empresa do segmento de agronegócio para transportar drogas. A operação, denominada “Cupim de Ferro”, contou com o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

As investigações começaram em março, quando a abordagem por patrulheiros da PRF em uma rodovia gaúcha levou à descoberta de 84 quilos de crack em uma caminhonete Silverado, cujo motorista foi preso em flagrante. O incidente motivou diligências, quebras de sigilo e outros procedimentos para identificar quem e como comandava o esquema.

Agentes da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) constataram, então, que o grupo utilizava ao menos dois veículos do tipo “utilitário”, adesivados com nome e marca de um escritório fictício de representação comercial na área de serviços agrícolas, a fim de “passar batido” mais facilmente em abordagens policiais.

Os entorpecentes eram trazidos de cidades de fora do Estado, como Foz do Iguaçu (PR) até o Norte do Rio Grande do Sul, duas ou três vezes por semana. A estimativa era de que as cargas disfaraçadas totalizavam aproximadamente 2 toneladas por mês e que os principais produtos eram crack e maconha.

Estratégia

Tudo era escondido em um fundo falso sob a carroceria das caminhonetes, em lotes de 90 quilos. A estratégia abrangia, ainda, o uso de um reboque que também contava com um fundo falso e capacidade para 200 quilos, garantindo assim quase 300 quilos de droga por viagem até o Interior gaúcho e Vale do Sinos.

Durante as buscas realizadas na cidade de Santa Helena (PR), o líder da quadrilha recebeu voz-de-prisão e foram apreendidos uma pistola, dois veículos e o reboque. Em Foz do Iguaçu foi algemado um dos motoristas e recolhidos diversos rolos de plástico utilizado para embalar a droga, além de baldes de graxa.

Já em Passo Fundo, foi cumprido mandado de prisão para o outro motorista e em Novo Hamburgo o mesmo ocorreu com um traficante conhecido pela Polícia Civil no Vale do Sinos. Era ele quem recebia a maior parte dos entorpecentes trazidos do Paraná pelo esquema – recentemente, um endereço ligado a esse indivíduo em São Leopoldo teve apreendidos seis fuzis e R$ 240 mil em dinheiro.

A denominação “Cupim de Ferro” da operação foi motivada pelo fato de que, antes de serem presos, os próprios investigados se intitulavam dessa forma: eles apostavam na ideia de que nunca seria pegos pela Polícia porque escondiam o material dentro da carroceria de metal dos veículos da empresa fictícia.

(Marcello Campos)

 

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