Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Notícias A Polícia Civil gaúcha desarticulou organização criminosa liderada por um detento da Penitenciária de Charqueadas

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Ofensiva prendeu 18 pessoas em nove cidades da Região Metropolitana. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), por meio da DRV (Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes de Roubo de Veículos), deflagrou no início da manhã dessa sexta-feira a Operação Errores, com objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por diversos crimes. As ações eram lideradas por um detento da Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas), na região carbonífera do Rio Grande do Sul.

Aproximadamente 170 agentes cumpriram 80 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva ou temporárias, busca e apreensão, restrições judiciais em veículos e bloqueio de contas bancárias nesse e em outros nove municípios da Região Metropolitana: Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Sapiranga, Viamão, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Canoas.

Ao todo, foram presas 18 pessoas e aprendidos diversos itens, tais como pistola, munição, celulares e documentos. O líder do grupo cumpre sentença de mais de 100 anos por crimes como tentativa de homicídio, lesão corporal, ameaça, roubo, estelionato, receptação, formação de quadrilha, porte ilegal de arma-de-fogo com numeração suprimida, falsificação de documento público e adulteração de sinal identificador de veículo.

Receberam voz-de-prisão o líder da organização, os envolvidos nos assaltos, o responsável pela falsificação dos documentos, mulheres que demonstravam às vítimas os carros roubados e um homem encarregado da adulteração dos sinais identificadores. Também foram algemados os indivíduos que emprestavam as suas contas bancárias para depósito dos valores obtidos de forma ilícita.

Como funcionava

De acordo com o delegado Marco Guns, as investigações começaram há cerca de oito meses, com a descoberta da existência do esquema comandado de dentro da Pasc. O chefe ordenava a realização de roubos de veículos na capital gaúcha e Região Metropolitana: “Ele determinava que esses automóveis tivessem o sinal identificador adulterados ou clonados, a fim de vendê-los por meio de uma plataforma digital, por preços abaixo dos geralmente praticados no mercado”.

O delegado Rafael Liedtke acrescentou que esse detento também ordenava a falsificação do CRLV dos veículos roubados, fazendo com que os potenciais clientes que visitassem o site caíssem no golpe, depositando valores em contas bancárias registradas em nome de “laranjas” ou entregando valores em espécie, diretamente aos estelionatários.

As vítimas se dirigiam com o veículo recém-adquirido até o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para providenciar a vistoria e acabavam constatando que haviam sido ludibriadas, tendo em mãos um automóvel roubado e clonado. O lucro total obtido em dois anos de esquema é superior a R$ 1 milhão, divivido pelos integrantes da organização criminosa.

(Marcello Campos)

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