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Geral A Polícia Federal e o Ministério Público cumprem buscas para investigar corrupção de desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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Prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços ligados a sete investigados. (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de reunir provas da existência de um esquema criminoso envolvendo desembargadores do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o MPF (Ministério Público Federal) e a PF (Polícia Federal) cumpriram, na manhã desta quarta-feira (18), mandados de busca e apreensão em 12 endereços ligados a sete investigados. As medidas cautelares foram determinadas pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Jorge Mussi, que também acatou pedido do MPF e determinou o desmembramento do caso para que três fatos mencionados nas investigações preliminares passem a ser apurados na primeira instância da Justiça Estadual.

A investigação foi instaurada a partir do chamado encontro fortuito de provas no âmbito da Operação Capitu. Ao analisar o material apreendido naquela oportunidade, os investigadores identificaram mensagens no telefone celular de um advogado, que indicavam a prática de diversos delitos, sendo alguns com participação de desembargadores do TJ-MG. Essa descoberta fez com que o caso fosse enviado ao STJ, foro para processamento e julgamento de processos contra magistrados de segunda instância.

Ao justificar a necessidade das cautelares, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo destacou o fato de a autoridade policial ter listado 17 eventos que, conforme avaliação prévia, deveriam ser apurados no STJ. Os fatos incluem pagamentos indevidos ao desembargador para que ele pudesse intervir junto a colegas e até a autoridades de órgãos fora do Judiciário para a adoção de medidas de interesse dos envolvidos no esquema. Também revelam a existência de contratos superfaturados de prestação de serviços por um advogado, que seria o principal operador do grupo.

No pedido, a subprocuradora apresenta extenso material probatório, incluindo transcrições de mensagens entre os envolvidos, que evidenciam, entre outras irregularidades, conluio entre o desembargador e o advogado. As conversas tratavam de estratégias jurídicas para, por exemplo, adiar o julgamento de processos na corte, pedido de interferência em demandas junto ao Executivo e até solicitação de reajuste salarial para uma sobrinha do desembargador, que trabalhava para um dos grupos empresariais beneficiado pelo esquema. Pela decisão, três dos 17 eventos passam a ser apurados em Minas Gerais.

Além da capital mineira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Ipanema (MG), Engenheiro Caldas (MG) e em São Paulo (SP). As informações são do MPF e da PF.

 

 

 

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