Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de junho de 2020
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta sexta-feira (26) uma operação com o objetivo de combater uma organização criminosa hacker, especializada na invasão de sistemas informatizados de órgãos públicos, suspeita de ter vazado informações privadas do presidente Jair Bolsonaro e de militares, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto à agência de notícias Reuters. A investigação demonstrou que o grupo acessou exames pessoais de Bolsonaro, conforme a fonte.
Segundo a PF, a Operação Capture the flag tem o objetivo de combater organização criminosa hacker, especializada na invasão de sistemas informatizados de órgãos públicos, para fins de exposição indevida de dados privados de servidores e autoridades públicas.
A operação, deflagrada nos Estados do Rio Grande do Sul e Ceará, contou com a participação de 20 policiais federais, que foram mobilizados para cumprir três mandados judiciais de busca e apreensão.
De acordo com o Inquérito Policial, integrantes do grupo hacker investigado obtiveram e expuseram de forma ilícita dados pessoais de mais de 200 mil servidores e autoridades públicas, com o objetivo de intimidar e constranger tanto as instituições quanto as vítimas que tiveram seus dados e intimidade expostos.
Segundo a apuração, a organização teria invadido sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de vereadores municipais nos Estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, de um governo estadual e diversos outros órgãos públicos. Somente no Rio Grande do Sul, foram mais de 90 instituições invadidas pelos hackers.
Fraudes bancárias
Há indícios, ainda, da prática de outros crimes cibernéticos por parte da organização criminosa, como compras fraudulentas pela internet e fraudes bancárias.
A investigação se concentra na apuração dos crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa.
O nome da operação – Capture the flag – se dá em razão de competição na área de pentest (testes de invasão) onde os participantes precisam encontrar vulnerabilidades em sistemas e redes de comunicação. As vulnerabilidades são as “bandeiras” que os participantes precisam capturar. As informações são da agência de notícias Reuters e da PF.
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