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Geral A Polícia Federal prende Sara Winter e mais cinco em investigação sobre atos antidemocráticos em Brasília

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A ativista e militante de extrema direita conhecida como Sara Winter é tida como líder do grupo “300 do Brasil”, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

A PF (Polícia Federal) prendeu, nesta segunda-feira (15), a ativista e militante de extrema direita conhecida como Sara Winter, tida como líder do grupo “300 do Brasil”, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. No último sábado (13), integrantes do grupo participaram de um ato em que manifestantes lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF (Supremo Tribunal Federal).

A pedido do MPF (Ministério Público Federal), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão temporária, por cinco dias, de seis pessoas identificadas como líderes do acampamento “300 do Brasil”, em Brasília. Os mandados de prisão foram cumpridos nesta segunda-feira no âmbito do inquérito 4.828, aberto em abril a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para apurar a organização de atos antidemocráticos.

Na manhã de domingo (14), Winter fez novas ameaças, desta vez, o alvo foi o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, chamado pela ativista de “ditador”. Em suas redes sociais, Sara Winter criticou um decreto de Ibaneis, publicado na noite de sábado. O documento determinou o fechamento da Esplanada dos Ministérios no domingo (14) para evitar aglomerações.

A advogada de Sarah, Renata Felix, informou que a prisão temporária é por cinco dias e que vai entrar com pedido de habeas corpus.

Os pedidos de prisão foram apresentados na sexta-feira (12) “a partir de indícios obtidos pelo MPF de que o grupo continua organizando e captando recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), objeto do Inquérito 4.828. O objetivo das prisões temporárias é ouvir os investigados e reunir informações de como funciona o esquema criminoso”, diz a PGR.

O pedido de abertura do inquérito dos atos antidemocráticos foi feito em 20 de abril pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, com a finalidade de apurar fatos em tese delituosos envolvendo a organização de manifestações contra o regime da democracia participativa brasileira, por vários cidadãos, inclusive deputados federais, o que justificou a competência do STF” afirma a também a PGR.

Na ocasião, Augusto Aras afirmou que “o Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”.

Em uma entrevista recente à BBC Brasil, Sara Winter reconheceu a existência de armas entre os integrantes do grupo. Há algumas semanas, ao pedir o fim do acampamento, o Ministério Público do Distrito Federal tratou o grupo 300 do Brasil como milícia armada, o que é proibido pela Constituição. As informações são da Agência Brasil e da PGR.

 

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