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Política A Polícia Federal queria prender Lulinha em nova fase da Operação Lava-Jato, mas juíza negou o pedido

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A juíza Gabriela Hardt negou pedido de prisão. (Foto: Reprodução/TV)

A Polícia Federal (PF) pediu a prisão temporária de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, na representação que apresentou à juíza Gabriela Hardt para a deflagração da 69ª fase da Operação Lava-Jato. O pedido, no entanto, foi negado pela magistrada. As informações são dos jornais Extra e O Globo.

A investigação apura pagamentos da Oi para empresas ligadas a Lulinha e seus sócios que somaram R$ 132 milhões. Segundo as apurações, parte desses recursos pode ter sido usada para a compra do sítio de Atibaia, pivô de uma das duas condenações já impostas ao ex-presidente na Lava-Jato.

Em uma nova fase da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público investigam pagamentos suspeitos da Oi para empresas do filho do ex-presidente Lula.

Fabio Luis é sócio de Fernando Bittar, Kalil Bittar e do empresário Jonas Suassuna em pelo menos nove empresas. Bittar e Suassuna também aparecem como proprietários dos dois terrenos que formam o sítio de Atibaia. Além de Lulinha, a PF também queria a prisão de dois sócios.

Segundo os investigadores, existe a suspeita de que Bittar e Suassuna podem ter utilizado os valores recebidos do Grupo Oi/Telemar para a aquisição da propriedade.

“A investigação inicia a partir do aprofundamento de uma ação penal já ajuizada, a ação penal na qual o ex-presidente Lula foi denunciado e condenado por ter participado de um esquema criminoso que envolveu a prática e o repasse por duas empreiteiras de valores sob a reforma no sítio de Atibaia”, afirmou o procurador Roberson Pozzobon, do MPF.

“A maior parte do dinheiro empregado para a aquisição (do Sítio de Atibaia) podem ter tido origem nos recursos repassados pelo grupo Oi/Telemar para um complexo de empresas criadas por Fabio Luis Lula da Silva, Jonas Suassuna, Kalil e Fernando Bittar”, completou Pozzobon.

Viciados em holofotes

Em sua conta oficial no Twitter, o ex-presidente afirmou que a operação é uma “demonstração pirotécnica de procuradores viciados em holofotes”. A defesa de Lula também sustenta que não há provas de que ele beneficiou OAS e Odebrecht em troca de contratos da Petrobras. Nesse sentido, os advogados que a Lava-Jato não conseguiu comprovar qualquer contrapartida do líder petista para as empresas.

A defesa de Fernando Bittar viu a operação desta terça com estranheza. “O próprio MPF já reconheceu que o dinheiro para a compra do sítio veio do pai do Fernando e do Kalil. Estranho que esse caso venha à tona justamente agora”, declarou Alberto Toron. – De qualquer modo vamos esperar o resultado da diligência da Polícia Federal para nos manifestarmos.

A Oi informa que atua de forma transparente e tem prestado todas as informações e esclarecimentos que vêm sendo solicitados pelas autoridades, assegurando total e plena colaboração com as autoridades competentes.

Também alvo da operação, a Telefônica informou que vai fornecer todas as informações solicitadas pela Polícia Federal e diz que continuará contribuindo com as autoridades. A empresa diz que reitera seu compromisso com elevados padrões éticos de conduta em toda sua gestão e procedimentos.

 

 

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