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Brasil A Polícia Federal vai ouvir o detento iraniano que escreveu uma carta a Bolsonaro com supostas informações sobre o atentando a faca sofrido pelo presidente na campanha eleitoral

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Adélio Bispo de Oliveira deu uma facada em Bolsonaro durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). (Foto: Divulgação)

O delegado da PF (Polícia Federal) Rodrigo Morais, responsável pelo inquérito que investiga a facada ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), disse na quarta-feira (16) que vai a até o Presídio Federal em Cuiabá, no Mato Grosso, ouvir dois homens que estão presos com Adélio Bispo, autor do atentado a Bolsonaro.

Segundo o delegado, o iraniano Farhad Marvizi enviou uma carta ao presidente relatando a possível participação de outras pessoas no crime, ocorrido em setembro do ano passado, durante a campanha presidencial em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais.

O depoimento do iraniano deve ser colhido na próxima semana. Porém, segundo a PF, Farhad é considerado no sistema prisional “uma fonte humana de baixíssima credibilidade”.

Ainda de acordo com a corporação, há registros de inúmeras correspondências encaminhadas por Farhad a autoridades, celebridades ou órgãos nacionais e internacionais, tais como Silvio Santos, Donald Trump, Luciana Gimenes, Agência Brasileira de Inteligência, e a diversos Agentes Políticos, dentre eles o próprio presidente e seus filhos; e “todas as correspondências apresentam conteúdos desconexos e sem concretude”.

O delegado afirmou também que vai colher depoimento de Filipe Morais, piloto de helicóptero de uma facção criminosa de São Paulo, que conduziu os assassinos de Gegê e Paca, no Ceará. Filipe também teve contato com Adélio.

O policial disse ainda que a defesa do presidente não fez nenhum pedido formal para o depoimento e não apresentaram a carta que teria sido enviada pelo detento iraniano.

Inquéritos

O primeiro processo que investigou o crime foi encerrado. A Justiça Federal em Juiz de Fora considerou Adélio Bispo de Oliveira inimputável e impôs medida de segurança de internação por prazo indeterminado. A sentença transitou em julgado no dia 12 de julho deste ano, ou seja, o processo foi encerrado.

Mas um segundo inquérito, que investiga as circunstâncias do atentado a faca, ainda está aberto. É nele que delegado vai ouvir os dois detentos.

Fala de deputado

Foram polêmicas as declarações do vice-presidente nacional do PSL e atual presidente do diretório do partido na Paraíba, o deputado federal Julian Lemos, durante uma reunião em Aracaju (SE).

Em um áudio vazado na imprensa, Lemos, considerado braço direito do presidente Jair Bolsonaro no Estado, ironiza o atentado sofrido por Jair, durante uma ação de campanha no ano passado.

“Jair não levou mais facadas do que eu. Jair levou uma, eu levei umas cinquenta e estou bem”, apontou.

Ainda na gravação, Julian declarou que a “onda Bolsonaro não durará para sempre”.

“Aquela onda Bolsonaro só existiu por vários fatores desde a facada ao anti PT, mas o discurso de bandido bom é bandido morto tem limite”, alegou.

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