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Notícias A polícia investiga a morte de uma mulher com um tiro acidental disparado pelo marido, da Brigada Militar, no Vale do Caí

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Thaiane de Oliveira, 29 anos, teria sido confundida com um invasor em sua própria casa. (Foto: Reprodução)

A prefeitura de Capela de Santana, no Vale do Caí, decretou luto oficial de três dias, em memória da servidora municipal Thaiane de Oliveira, 29 anos. Ele foi morta nessa quarta-feira com um tiro supostamente acidental pelo próprio marido, de 32 anos, policial da BM (Brigada Militar). Segundo informações preliminares, o homem fez o disparo por acreditar que se tratava de um assaltante.

Devido ao temporal que caía na região, antes de dormir o casal teria decidido desligar o disjuntor da residência. O relato destalha que, ao usar o banheiro durante a madrugada, a mulher teria feito um barulho que assustou o companheiro. Ele disse ter avistado um vulto e ordenado que a pessoa parasse, mas como isso não ocorreu, acabou atirando com uma pistola de calibre 40.

O suposto invasor caiu, imóvel. Somente quando as luzes foram acendidas é que o marido teria percebido se tratar de Thaiane. Baleada no tórax, ela chegou a ser atendida no Hospital de Portão, onde não resistiu aos ferimentos. O corpo da funcionária, que trabalhava como agente de Saúde, será sepultado às 10h30min desta quinta-feira.

Investigação

De acordo com o Comando Regional de Polícia Ostensiva da BM no Vale do Sinos, o marido está internado no Hospital da Brigada Militar em Porto Alegre, onde passa por atendimento psiquiátrico devido ao abalo psicológico pelo incidente. Ele ainda não prestou depoimento formal – o caso será investigado pela corporação e também pela Polícia Civil. A arma do crime, agora apreendida, é a mesma que ele utilizava em serviço.

A Polícia Civil não descarta diferentes hipóteses, tais como homicídio culposo (sem intenção de matar) ou mesmo motivação passional. Os pais e uma irmã da vítima já foram ouvidos. Segundo eles, o casal não tinha filhos e já havia se separado uma vez, em 2014, mas se reconciliou no final do ano passado, sem que haja relatos ou registros de agressão entre ambos. Um celular de Thaiane também poderá ajudar a esclarecer eventuais dúvidas.

(Marcello Campos)

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