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Notícias A poluição pode causar doenças respiratórias

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Falta de ar, chiado no peito e tosse constante são alguns sintomas. (Foto: Reprodução)

A poluição do ar representa atualmente o maior risco ambiental para saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são sete milhões de mortes por ano devido a problemas respiratórios causados por poluentes, como asma e o câncer de pulmão. Segundo o Ministério da Saúde, 6,4 milhões de pessoas acima de 18 anos sofrem com asma. Os sinais de doenças respiratórias são falta de ar, chiado no peito e tosse constante. Além da asma, rinite alérgica, sinusite e bronquite causam impacto nas atividades cotidianas como praticar exercícios físicos, dormir e trabalhar.

Na poluição estão presentes várias substâncias extremamente nocivas para o sistema respiratório, que podem causar um processo inflamatório na via aérea e reduzir a movimentação dos cílios que temos no revestimento de todo o trato respiratório. Esses cílios são um importante mecanismo de defesa, mas devido à poluição, podem ficar reduzidos e danificados.

“Em linhas gerais, ocorre uma redução no mecanismo de defesa, ou seja, desses cílios. Isso cria um processo inflamatório que predispõe às infecções inflamatórias”, explica a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG e integrante do grupo de Pneumologia Pediátrica do hospital das clínicas da UFMG, Cláudia Ribeiro de Andrade.

As doenças respiratórias são condições médicas que afetam os pulmões e a capacidade de respiração. Além das condições ambientais, há também os fatores genéticos e alérgicos que causam e agravam essas doenças respiratórias.

Alergias e clima

A alergia pode desencadear a rinite e a asma, especialmente entre crianças e adolescentes, mas não é a causa de toda doença respiratória: por exemplo, uma criança com fibrose cística ou que foi prematura e tem displasia pulmonar, que é uma doença pulmonar crônica e secundária e não é de etiologia alérgica.

Essas doenças são mais comuns durante o frio. A professora Cláudia detalha que a baixa temperatura do ar irrita o trato respiratório. “Além disso, no nosso inverno, há uma queda na umidade do ar e o ar seco também é um irritante para o sistema respiratório. Para agravar essa questão, durante o outono e o inverno, circulam muitos vírus respiratórios que causam as gripes, as sinusites bacterianas, otites e pneumonias”, alerta a docente.

Mas a maioria dessas doenças, segundo Cláudia Ribeiro de Andrade, podem ser prevenidas com a amamentação. A especialista também enfatiza a importância de uma alimentação saudável rica em frutas e verduras com vitaminas C para prevenir essas doenças em crianças e adultos.

Além do aleitamento materno, o programa nacional de imunização a vacinação também disponibiliza vacinas que previnem as doenças respiratórias como pneumonias, otites e gripes, coqueluche, sarampo. “A garantia de um calendário de imunização atualizado é muito importante nessa prevenção”, destaca a professora Cláudia.

Outras maneiras de manter o sistema respiratório saudável é, se possível, viver em ambientes menos poluídos. “Em crianças que vivem nesses locais, os pulmões e as vias aéreas crescem de forma melhor”, afirma a professora. Também é aconselhável evitar o contato com a fumaça do cigarro, fazer atividades físicas ao ar livre, ficar em ambientes ventilados que permitam a circulação do ar ambiente. Além disso, especialmente para quem tem alergia a componentes da poeira doméstica, evitar brinquedos de pelúcia e tapetes, deixar o sol bater dentro de casa, cortinas serem lavadas de forma periódica, evitar ter no quarto objetos que acumulem poeira, combate ao mofo e evitar infiltrações.

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