Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Carlos Alberto Chiarelli A porta do inferno

Compartilhe esta notícia:

Porta-voz do secretário-geral, António Guterres (foto), diz que governo dos EUA tem de facilitar viagens a quem vai a trabalho na ONU. (Foto: ONU/Eskinder Debebe)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O que escrevi é, com certeza, a minha confissão reiterada de crença – melhor diria, de esperança – na ação da diplomacia e da minha absoluta rejeição da guerra. Ela, que é o momento em que a civilização dita humana, consagra a maior valia (o que ocorre numa esclerose mental) da ARMA; enfim, o direito de matar.

Se pouco se alcançou até agora, com gestões que levavam à decisão de cessar fogo russo, Putin (um Gengis Khan atômico), sem que lhe passe pela cabeça a ideia elementar do significado da PESSOA (valor da pessoa e de respeitá-la como pessoa), jamais entenderá que seriam dois substantivos imprescindíveis na vida humana: a seriedade e a oportunidade. Isso se viu, por exemplo, no ato de abertura da assembleia anual da ONU, considerando o discurso proferido com pessimismo realista pelo Secretário Geral da instituição, António Guterres, que é o mais alto hierarca da entidade supra nacional, que conta com mais de 200 países associados, os quais muitas vezes não conseguem viver porque formados de homens que matam e se matam e tentam se defender e sobrevivem todos (não se sabe até quando).

Nesta nossa civilização, incumbem-se, dependendo das circunstâncias políticas econômicas, podendo desempenhar papel de fraterno, circunstanciadamente, e – outras tantas vezes – o de traidores.

Enfim, da oração final apresentada na assembleia anual da ONU, fazendo uma referência de tantos quantos confrontos internacionais existem, matando e morrendo, ouviu-se a voz da sabedoria e da emoção humana dizendo: “A sensação que temos é a de que a porta do inferno foi aberta”.

Carlos Alberto Chiarelli foi ministro da Educação e ministro da Integração Internacional

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Carlos Alberto Chiarelli

Palácio do Planalto acumula derrotas no Senado
Amputações!
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar

Carlos Alberto Chiarelli Um presidente para (ou de) todos

Carlos Alberto Chiarelli Democracia: um risco necessário

Carlos Alberto Chiarelli Quem é ELE?

Carlos Alberto Chiarelli Crônicas da água