Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de fevereiro de 2020
Na madrugada deste sábado (08) para domingo, o céu será iluminado pela Lua de Neve, fenômeno de superlua que ocorre anualmente no mês de fevereiro. Diferente do ano passado, a lua deste sábado não será a maior de todas, mas pode ser a quarta mais cheia e mais brilhante. O melhor momento para observar o fenômeno será por volta da meia-noite, quando ela atingirá seu ponto mais alto no céu.
Origem
A Lua de Neve ganhou este nome das tribos nativas americanas e europeias que costumavam nomear a lua de acordo com os atributos que as associavam às estações do ano.
Por causa das fortes nevascas que normalmente ocorrem ao longo deste mês em algumas partes do mundo, a lua cheia de fevereiro é chamada de Lua de Neve – ou Lua de Fome, uma vez que, no passado, o clima dificultava a caça.
Estudo
Um estudo publicado na revista “Meteoritics & Planetary Science” descreve como cientistas americanos descobriram uma nova maneira de analisar a química do solo da Lua usando um único grão de poeira. Sua técnica pode nos ajudar a aprender mais sobre as condições na superfície lunar e a formação de recursos preciosos como água e hélio lá.
“Estamos analisando rochas do espaço, átomo por átomo”, disse Jennika Greer, a primeira autora do artigo e aluna de doutorado do Field Museum e da Universidade de Chicago. “É a primeira vez que uma amostra lunar é estudada assim. Estamos usando uma técnica de que muitos geólogos nem ouviram falar.”
“Podemos aplicar essa técnica a amostras que ninguém estudou”, acrescentou Philipp Heck, curador do Field Museum, professor associado da Universidade de Chicago e coautor do artigo. “É quase garantido que você encontrará algo novo ou inesperado. Essa técnica tem uma sensibilidade e uma resolução tão altas que você encontra coisas que você não encontraria de outra forma e apenas gasta um pouco da amostra”.
A técnica, chamada tomografia por sonda atômica (APT, em inglês), é normalmente usada por cientistas de materiais que trabalham para melhorar processos industriais, como a produção de aço e nanofios. Mas sua capacidade de analisar pequenas quantidades de materiais o torna um bom candidato para o estudo de amostras lunares.
Recursos preciosos
A amostra colhida pela Apollo 17 contém 111 kg de rochas lunares e solo – um volume que obriga os pesquisadores a usá-lo com sabedoria. A análise de Greer exigia apenas um grão de solo, tão largo quanto um fio de cabelo humano. Nesse minúsculo grão, ela identificou produtos de intemperismo espacial, ferro puro, água e hélio, que se formaram através das interações do solo lunar com o ambiente espacial. Extrair esses preciosos recursos do solo lunar pode ajudar futuros astronautas a sustentar suas atividades na Lua.
Para estudar o grão minúsculo, Greer usou um feixe focalizado de átomos carregados a fim de esculpir uma ponta minúscula e superafiada em sua superfície. Essa ponta tinha apenas algumas centenas de átomos de largura – para comparação, uma folha de papel tem centenas de milhares de átomos de espessura.
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