Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de dezembro de 2018
O problema econômico mais urgente a ser enfrentado pelo próximo governo é o desajuste fiscal, afirmou nesta quarta-feira (12) o ministro Eduardo Guardia (Fazenda). As contas do governo estão no vermelho desde 2014 e a previsão é que fechem o ano com um deficit de R$ 138 bilhões, apesar das medidas de ajuste adotadas pela atual equipe econômica. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo Guardia, privatizar estatais não resolve. “É importante priorizar os temas de acordo com a urgência que eles têm para o país. O urgente neste momento, e absolutamente necessário, é aprovar a reforma da Previdência”, disse.
“Se eu puder sugerir ao próximo governo, sugiro que a gente comece a conversa por aqui”, afirmou. “A questão fiscal é a mais importante e não se resolve o problema fiscal com privatização, mas enfrentando a questão do gasto. E nesta questão, o que é urgente é a reforma da Previdência”.
O futuro ministro, Paulo Guedes, tem entre seus planos desestatizar algumas empresas hoje controladas pelo governo.
Ele admite que nem todas poderão ser colocadas à venda, mas há cerca de duas semanas Guedes reafirmou que a venda de todas as estatais poderia render R$ 802 bilhões ao governo.
Em entrevista nesta quarta-feira a jornalistas em Brasília, Guardia afirmou que a atual equipe tentou mas não conseguiu levar adiante planos de privatização da Eletrobrás, a privatização mais madura a ser tocada pelo futuro governo.
Segundo Guardia, não havia clima no Congresso para aprovar o projeto de lei que destrava a privatização da estatal e há resistência, ainda hoje, à privatização da estatal.
“Não é um tema fácil e tem que ser debatido. Você não consegue avançar em tudo ao mesmo tempo… o projeto está lá, a receita consta do Orçamento de 2019 e acho que próximo governo retomará este tema”, disse.
Reforma da Previdência
Sobre a reforma da Previdência, Guardia disse que a percepção atual entre congressistas e na sociedade é a de que são necessárias mudanças nas regras de acesso à aposentadoria. E que, sem ela, o ajuste gradual nas contas do governo – previsto para ocorrer em dez anos – fracassará.
“Sem a reforma não é sustentável manter o teto de gastos. E a estratégia de ajuste gradual que nós defendemos será difícil de ser implementada”, afirmou.
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