Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Mundo A Procuradoria Geral da Bolívia acusou o ex-presidente Evo Morales, refugiado na Argentina, por terrorismo e pede a sua prisão

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Evo renunciou ao cargo de presidente após 14 anos no cargo. (Foto: Reprodução/Twitter)

A Procuradoria Geral da Bolívia voltou a acusar o ex-presidente Evo Morales por supostos crimes de terrorismo e por financiar a prática. Desde dezembro, Evo está na Argentina como refugiado após deixar o poder em uma crise eleitoral.

De acordo com a procuradoria, o ex-presidente teria coordenado por telefone com um líder plantador de coca o bloqueio alimentar e o cerco das capitais durante os conflitos que tomaram o país em 2019, ano de acusações de fraude nas eleições presidenciais.

Os procuradores baseiam a acusação atual em perícias feitas na Colômbia. “As amostras têm uma alta probabilidade de identificar a voz do Sr. Evo Morales Ayma”, segundo o comunicado.

“Não deixe entrar comida nas cidades, vamos bloquear, cerco de verdade”, diz a voz na suposta ligação do ex-presidente ao líder do plantador de coca Faustino Yucra Yarmi.

Cerco contra Evo

É a segunda vez que a instituição judicial solicita a prisão de Evo. Em dezembro, os procuradores pediram a prisão do ex-presidente por sedição e terrorismo nos mesmos casos. Na época, anunciaram que solicitariam sua prisão à Interpol, mas o processo não avançou.

Em fevereiro, o Ministério Público abriu outro processo contra o ex-presidente por suposta fraude eleitoral, mas até agora não houve avanços.

Evo renunciou ao cargo de presidente após 14 anos no cargo e intensos protestos nas ruas pelo o que a OEA chamou de irregularidades nas eleições de outubro de 2019, nas quais tentava um novo mandato até 2025.

Eleições gerais

Inicialmente programadas para 3 de maio e adiadas por causa do coronavírus, as eleições gerais na Bolívia serão em 6 de setembro – anunciou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Salvador Romero, depois de um acordo entre os partidos.

A Bolívia retornará às eleições após os comícios de 20 de outubro do ano passado, anulados após os violentos protestos da oposição, que denunciou uma fraude a favor do então presidente Evo Morales.

Depois da renúncia de Morales, a senadora de direita Jeanine Áñez assumiu a presidência da Bolívia provisoriamente, mas depois acabou decidindo que será candidata nas próximas eleições.

Romero disse que o TSE trabalhará para criar condições de biossegurança para as eleições. A pandemia já infectou mais de 40.509 pessoas na Bolívia e deixou 1.476 mortos.

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