Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de junho de 2018
A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu prazo de 60 dias para concluir dois dos inquéritos em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal) que investigam o senador Aécio Neves (PSDB-MG). No total, Aécio responde a oito inquéritos.
Em um dos inquéritos, Aécio é investigado por receber pagamentos indevidos para bancar sua campanha nas eleições de 2014. Ele teria pedido valores por meio de caixa 2 a executivos da empreiteira Odebrecht. O ministro Gilmar Mendes é o relator do inquérito.
No outro, os investigados são Aécio e o deputado federal Dimas Fabiano Toledo Júnior (PP-MG). Segundo delatores da Odebrecht, Aécio teria solicitado o pagamento de vantagens indevidas em 2014 para a sua campanha e campanhas de outros parlamentares, entre eles Dimas Toledo. O relator do caso é o ministro Ricardo Lewandowski.
O senador tucano tem negado as acusações e explicado que, na condição de dirigente partidário, solicitou apoio a diversos candidatos, sempre nos termos da lei. Também afirmou que nunca pediu doações via caixa 2.
Candidatura
O senador Antonio Anastasia, ex-governador mineiro e pré-candidato ao Palácio da Liberdade pelo PSDB, declarou na última semana, em Tiradentes (MG), que o senador Aécio Neves – réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e obstrução de Justiça – decidirá, “no tempo oportuno”, quanto a uma eventual candidatura nas eleições deste ano.
Anastasia deu entrevista durante evento voltado a empresários na cidade histórica mineira, antes de participar de um debate entre pré-candidatos ao governo de Minas.
Além de Anastasia, Marcio Lacerda (PSB), Rodrigo Pacheco (DEM) e Romeu Zema (Novo) participaram do debate. Ciro Gomes (PDT), Paulo Rabello (PSC) e Alvaro Dias (Podemos), pré-candidatos à Presidência da República, também compareceram ao encontro.
Sobre Aécio, que não foi ao evento, Anastasia declarou que “no tempo oportuno, (ele) decidirá se é candidato ou não nestas eleições”.
O ex-governador tucano afirmou ainda que as negociações para os dois nomes apoiados pelo PSDB para se candidatar ao Senado por Minas deverão se prolongar.
O tucano disse também que acredita que o Mundial “dará uma espécie de armistício provisório em termos de composições”. “Por conta do calendário eleitoral mais extenso, essas tratativas vão se delongar um pouco mais”, disse Anastasia, ao lado de Marcos Montes (PSD), que foi anunciado como vice em sua chapa. Anastasia apontou Dinis Pinheiro (SD) e Carlos Vianna (PHS) como “bons nomes” para o Senado por Minas.
O pré-candidato disse que confia no desempenho do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin. “Acredito que, quando a campanha engrenar, teremos a figura de Alckmin assumindo uma das posições de ponta. Acho que é o candidato de centro que tem mais condições de ir ao segundo turno”, disse Anastasia, comentando o fato de o ex-governador paulista ter figurado em quarto lugar em pesquisa divulgada pelo Datafolha no domingo, com 7% das intenções de voto.
O ex-governador mineiro afirmou ainda que, na sua opinião, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Operação Lava-Jato, terá dificuldade de registrar candidatura.
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