Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de março de 2021
A Petrobras registrou uma queda de 2,6% na produção de petróleo no Brasil em fevereiro, ante janeiro, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Ao todo, a companhia produziu, em média, 2,083 milhões de barris diários no mês passado, o que representa um recuo também de 2,6% em relação a igual mês de 2020.
A produção da estatal voltou a cair em fevereiro após ter dado sinais de recuperação em janeiro – na ocasião, a empresa havia interrompido quatro meses consecutivos de baixa. As operações da petroleira foram impactadas, no quarto trimestre de 2020, pelo acúmulo de paradas para manutenção de plataformas.
A produção de gás natural da estatal caiu 1,7% em fevereiro, ante janeiro, para 96,161 milhões de metros cúbico diários (m3/dia). Na comparação anual, porém, houve um aumento de 0,7%.
Somando-se o petróleo e gás natural, a produção da Petrobras somou 2,688 milhões de barris diários de óleo equivalente (BOE/dia), o que representa uma retração de 2,4% ante janeiro e de 1,8% frente a fevereiro de 2020.
ANP e Petrobras têm metodologias diferentes para contabilizar a produção de petróleo – a estatal, por exemplo, considera os líquidos de gás natural, enquanto a agência inclui o condensado, mas não o óleo de xisto produzido em São Mateus (PR). Os dados da ANP, de todo modo, dão um bom indicativo do que se esperar do relatório de produção da estatal, divulgado trimestralmente.
Participação do pré-sal
A participação do pré-sal na produção nacional de petróleo e gás natural atingiu em fevereiro o patamar recorde de 73,14%, segundo a ANP.
Segundo a ANP, somente o Campo de Tupi, o maior produtor nacional, respondeu por 32,8% da produção brasileira, com 1,2 milhão de barris de óleo equivalente por dia.
Já o Campo de Búzios, o maior da Cessão Onerosa, correspondeu a 19% da produção nacional, com 673 mil barris de óleo equivalente por dia.
Presidente da Petrobras na Vale
Um grupo de acionistas da Vale decidiu propor quatro nomes alternativos para compor o conselho de administração da mineradora, após a companhia ter apresentado antes uma lista de indicados aos cargos no colegiado. A assembleia que vai eleger o novo conselho está marcada para 30 de abril.
Entre os nomes apoiados pelo grupo, que inclui acionistas como a corretora Geração Futuro, está o do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que está de saída após o presidente Jair Bolsonaro ter indicado o general da reserva Joaquim Silva e Luna para o comando da petroleira estatal. As informações são do jornal Valor Econômico, da Agência Brasil e da agência de notícias Reuters.
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