Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O núcleo do poder do governo começa, lentamente, a se convencer que sozinho não resolverá a grave crise financeira do Estado. Inexistem sinais de que a arrecadação reagirá, determinando a continuidade de atrasos nos pagamentos de salários, fornecedores e prestadores de serviços.
Rejeitada desde a metade do ano passado, a proposta de criar um gabinete de crise é tida por muitos empresários e sindicalistas como a saída. Chegar ao final de cada mês com rombo de 500 milhões de reais equivale à pré-falência. A situação sem precedentes exige medidas urgentes com amplo apoio. A única atitude inadmissível é o conformismo com a penúria.
Se o governo demora para abrir o diálogo franco e aberto em torno de uma mesa, cabe a entidades representativas da sociedade a iniciativa. O custo do silêncio e dos braços cruzados será cada vez maior.
ENSINANDO
“Temer sabe que impeachment é golpe”, disse Lula em Fortaleza ontem. Deverá repetir a frase aos membros do Supremo Tribunal Federal, que afirmam o contrário. O assessor informal do Planalto deve passar um espanador na memória: quando pediu a mesma medida a outros ex-presidentes era legal.
DUAS PERCEPÇÕES
A principal preocupação da Argentina é o aumento da inflação. Para o governo brasileiro, o problema é secundário. Parece estar sendo orientado por Jean Charcot, o pai do hipnotismo.
SEM APEGOS
Caio Rocha rejeitou o carguismo, mantendo-se fiel à trajetória de 28 anos no PMDB. Em carta redigida com elegância, deixou a Secretaria do Produtor Rural e Cooperativismo, no Ministério da Agricultura, que havia assumindo a convite de Mendes Ribeiro Filho.
RÁPIDAS
* A direção estadual do PT acha que a bancada estadual está tímida e cobra mais intensidade dos deputados na defesa do governo Dilma.
* Placar do PP: dos 49 deputados federais, 20 são favoráveis à saída do governo Dilma. Dos seis senadores, só dois querem permanecer.
* Rio Grande e São José do Norte, que viam o desenvolvimento à frente com o Polo Naval, sofrem com a depressão provocada pela crise da Petrobras.
* Roberto Jefferson reassumirá a presidência nacional do PTB no dia 14 deste mês, 11 anos após ter denunciado o mensalão.
* O Mercosul completou 25 anos e não decola. O máximo que faz é taxiar na pista.
* A locomotiva do País perde força: o governo de São Paulo considera assustadora a queda na receita do ICMS.
* Terminou ontem o prazo para a filiação partidária dos que pretendem concorrer às eleições municipais de outubro.
* Candidatos começam a preencher agendas de campanha. Não dispensarão nem formatura de cães farejadores.
* O Cpers alerta para golpe via telefone: escritórios pedem aos professores depósito bancário antecipado para recebimento de benefícios.
* O goleador Sandro Sotilli filiou-se ao DEM a concorrerá à Câmara Municipal de Passo Fundo.
* Vereador que costuma estourar o prazo nos seus discursos foi aconselhado a levar relógio à tribuna e pôr numa gaiola. Afinal, o tempo voa…
* Com a nova lei, partidos e candidatos acostumados a campanhas eleitorais como sheiks terão se contentar com às condições de faquir.
* Millôr Fernandes, mais atual do que nunca: Errar é humano. Botar a culpa nos outros também.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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