Terça-feira, 07 de Julho de 2020

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Mundo A Rússia é a principal suspeita de provocar doenças misteriosas em embaixadas americanas. A investigação é feita por FBI, CIA e outras agências

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Prédio da embaixada dos Estados Unidos em Havana, Cuba, em foto de 17 de dezembro de 2015. (Foto: Reprodução)

A Rússia é a principal suspeita em investigações de agências norte-americanas sobre doenças misteriosas que afetaram funcionários dos Estados Unidos em Cuba e na China, reportou a rede NBC News nesta terça-feira (11).

Evidências coletadas em interceptações de comunicações apontaram para o envolvimento de Moscou durante a investigação que envolve o FBI, a CIA e outras agências, relatou a NBC citando três autoridades norte-americanas não identificadas e duas outras pessoas com conhecimento do inquérito.

As provas, entretanto, não são conclusivas o suficiente para Washington responsabilizar Moscou publicamente, segundo a reportagem da NBC.

Autoridades do FBI e da CIA não responderam de imediato a pedido de comentário sobre a reportagem.

Em julho, autoridades dos EUA disseram que ainda estavam investigando problemas de saúde na embaixada norte-americana em Cuba e que não sabiam quem ou o que estava por trás das doenças misteriosas, que começaram em 2016 e afetaram 26 norte-americanos.

Os sintomas incluem perda de audição, tinido, vertigem, dores de cabeça e fadiga, um padrão condizente com uma “lesão cerebral traumática leve”, disseram autoridades do Departamento de Estado.

Em junho, o Departamento de Estado dos EUA disse ter levado um grupo de diplomatas que trabalhava em Guangzhou, na China, de volta para casa por temer que os funcionários estivessem sofrendo de uma enfermidade misteriosa semelhante a uma lesão cerebral.

Bombas de fósforo

As Forças Armadas da Rússia disseram no domingo que dois caças F-15 norte-americanos lançaram bombas de fósforo contra a província síria de Deir al-Zor no sábado, disseram as agências de notícia Tass e RIA. Os Estados Unidos negaram a acusação.

Os ataques aéreos visaram o vilarejo de Hajin, o último grande reduto do Estado Islâmico na Síria, e provocaram incêndios, mas não houve informações sobre vítimas, afirmaram as Forças Armadas russas.

Um porta-voz do Pentágono negou que aviões norte-americanos tenham lançado bombas de fósforo.

“Até agora, não recebemos qualquer relatório de qualquer uso de fósforo branco”, disse o comandante Sean Robertson. “Nenhuma das unidades militares da área se quer está equipada com munições de fósforo branco de qualquer tipo”.

Grupos de direitos humanos disseram que coalizões lideradas pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico já usaram munições de fósforo branco durante a guerra da Síria.

As bombas podem criar densas cortinas brancas de fumaça e são utilizadas como dispositivos incendiários. Grupos de direitos humanos criticam seu uso em áreas povoadas, porque as bombas podem matar e mutilar ao queimar pessoas até os ossos.

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