Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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Mundo A sobrinha de Michael Jackson desmascara o acusador do cantor

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Brandi saiu em defesa de seu falecido tio e assegurou que 'Robson está mentindo', e que ele só quer fama e dinheiro. (Foto: Reprodução)

Brandi Jackson, filha do irmão de Michael Jackson, Jackie Jackson, também reagiu contra o documentário Leaving Neverland e acusou o dançarino Wade Robson de ser um oportunista.

Brandi, de 37 anos, o conhece bem, já que ela e Wade, um dos autores do polêmico documentário da HBO, tiveram um relacionamento sentimental por vários anos.

No programa, Robson fala sobre os supostos abusos sexuais que sofreu por parte do Rei do Pop.

Brandi saiu em defesa de seu falecido tio e assegurou que ‘Robson está mentindo’, e que ele só quer fama e dinheiro.

“Robson Wade e eu estivemos juntos por mais de sete anos, mas obviamente isso não aparece no documentário, pois não se encaixaria na versão dos acontecimentos”, reclama Brandi.

“Já mencionei que foi meu tio Michael que nos apresentou? Wade não é uma vítima, Wade é um mentiroso”, avisa.

“Rezo para que ele queira falar sobre essas verdades comigo, pois adoraria colocá-lo em seu lugar. Por muito tempo ele me traiu com outras mulheres, esperando que elas o ajudassem em sua carreira. Wade não é uma vítima, ele é um oportunista”, garantiu.

Em uma postagem, ela desabafou:

“Você sempre esteve atrás de nós e nos apoiou. É tão triste que isso esteja acontecendo e você não pode se defender. Nós sabemos a verdade e nós seremos sua voz. Nós não vamos nos sentar e vê-los tentar derrubá-lo. Não aparece aqui o resto de seus familiares e apoiadores que estão orgulhosamente ao seu lado. Em nome de seus pais, irmãos, filhos, sobrinhas, sobrinhos, amigos e fãs ao redor do mundo, nós o apoiamos”.

O que há no filme

Em uma entrevista à rede de televisão americana CBS, o diretor britânico Dan Reed conta que nunca teve interesse especial em Michael Jackson. Projetos anteriores seus incluem documentários sobre terrorismo e pedofilia.

Mas, em uma reunião com um produtor do Channel 4, Reed discutiu pautas que “não haviam sido conclusivamente examinadas”. As acusações de abuso contra Michael Jackson era uma delas. Pesquisando, o diretor chegou aos nomes de James Safechuck e Wade Robson, que haviam recentemente entrado na Justiça contra o cantor.

O australiano Robson começou a imitar Michael Jackson aos 5 anos, reproduzindo os passos e usando as roupas que o cantor veste na capa do álbum “Bad”, de 1987. SEgundo o documentário, o garoto conheceu Jackson quando sua turnê passou pela Austrália. Dois anos depois, parte da família de Robson se mudou para Los Angeles para que os dois continuassem próximos.

O americano Safechuck era um ator infantil quando conheceu Michael Jackson. O filme conta que os dois se encontraram quando Safechuck atuou em um comercial da Pepsi com o Rei do Pop. Tornaram-se amigos íntimos, com apoio da família do garoto, em questão de meses. Aos dez anos de idade, Safechuck estava viajando em turnê com Michael Jackson.

Segundo as acusações, os abusos começaram quando Robson tinha 7 anos, e Safechuck, 10. Os dois estão hoje perto de 40 anos de idade. A narrativa é centrada nos depoimentos das duas vítimas. As falas de suas mães também contam com bastante espaço no roteiro.

No filme, há uma farta quantidade de material de arquivo para ilustrar e, em alguns casos, reforçar o que é dito pelos entrevistados. São dezenas de fotos pessoais, vídeos amadores de shows, programas de TV antigos e filmes caseiros.

O processo de envolvimento dos meninos com o cantor ocupa boa parte da primeira parte do filme. Inclui detalhes gráficos de momentos sexuais e relatos de ameaças que teriam sido feitas por Jackson caso a verdade fosse revelada.

Depois, o espectador acompanha as dificuldades das duas vítimas em lidar com as consequências do suposto abuso por parte de alguém que amavam e idolatravam. As vítimas contam sobre crises nervosas e dependência química, as famílias têm de lidar com um sentimento de culpa imenso.

“Deixando Neverland” não traz depoimentos novos de representantes de Michael Jackson. Em entrevista, o diretor Reed disse não acreditar que eles pudessem trazer novidades além do que já declararam à imprensa anteriormente. Segundo ele, a visão “do outro lado” está “amplamente representada” no documentário por meio de declarações anteriores da família Jackson.

Os representantes do cantor classificaram “Deixando Neverland” como “outra produção sensacionalista e uma tentativa ultrajante e patética de explorar e ganhar dinheiro em cima de Michael Jackson”. A produção foi chamada de “linchamento público”, sem “uma única prova ou peça de evidência física”, baseada nas palavras de “dois mentirosos confessos”.

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