Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

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Brasil A taxa de ocupação dos hotéis no Brasil cresce há 22 meses

Com o aumento da procura por viagens de lazer e negócios, os hotéis conseguiram aumentar a tarifa média em 7%. (Foto: Reprodução de internet)

Os seis primeiros meses do ano confirmaram a tendência de recuperação esperada pelo setor hoteleiro. Com aumento da procura por viagens de lazer e negócios, os hotéis conseguiram aumentar a tarifa média em 7%. Em grandes redes como Accor e Atlântica, a receita por apartamento cresceu 15%.

“A demanda medida pela taxa de ocupação cresce sistematicamente há 22 meses. A recuperação tem permitido ao setor reajustar as diárias médias”, afirmou Orlando Souza, presidente-executivo do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). Ele observa que tem havido mais conversões de bandeiras do que construção de novos hotéis, o que leva a uma certa estabilidade na oferta de quartos, enquanto a demanda cresce. Souza estima para o ano um reajuste médio das tarifas entre 8% e 9%.

No primeiro semestre, de acordo com dados do Fohb, a taxa média de ocupação dos hotéis aumentou 5,1% em relação ao mesmo intervalo de 2018, alcançando 58,12%. O valor médio da diária subiu 7,3%, para R$ 246,31. A receita por apartamento disponível (revpar) subiu 12,8%, para R$ 143,15.

Segunda maior operadora hoteleira do País, na Atlantica Hotels a receita média por quarto subiu 15%, com avanço de 7% a 8% no valor da diária, quando a expectativa era de uma alta de 4% a 5%. “Havia uma expectativa de recuperação nos preços, mas ela aconteceu em uma velocidade maior que o esperado, compensando o atraso na abertura de quartos”, diz Eduardo Giestas, presidente da Atlantica.

O executivo disse que um hotel que seria adquirido teve a negociação cancelada e quatro aberturas foram adiadas para 2020. Até agora, afirma Giestas, a Atlantica Hotels incluiu em suas redes sete hotéis no primeiro semestre e mais três em julho. Até o fim do ano, serão abertas mais cinco ou seis unidades, fechando o ano com cerca de 140 hotéis. Das novas unidades, 70% serão conversões de bandeira e o restante serão construídas do zero. “A expectativa era chegar a 145 hotéis no fim do ano. Houve atrasos na obtenção de licenças e no início das obras.”

A receita total da companhia cresceu 27% no primeiro semestre, em linha com a perspectiva do grupo para o ano, de crescer de 25% a 28%, atingindo R$ 1,2 bilhão. A Atlantica opera 20 redes bandeiras, sendo 18 estrangeiras, como Hilton e Radisson, e duas próprias, a Go In e a ESuites. A empresa é controlada pelos fundos Quantum Strategic Partners, da Soros Fund Management, e Tao Invest, da Tao Capital Partners.

A AccorHotels, maior grupo hoteleiro do País, dono de marcas como Ibis, Mercure e Sofitel, também registrou aumento de 15% na receita por apartamento na América do Sul durante o primeiro semestre, resultado impulsionado pelo desempenho no Brasil, segundo Paulo Mancio, vice-presidente de design e implantação do grupo na região.

“Houve um crescimento consistente no primeiro semestre nas categorias de luxo, midscale [de padrão médio] e econômica”, afirma Mancio. O executivo disse que houve aumento do turismo de lazer no país e aumento das viagens de negócios.

A Accor tem planos de chegar a 500 hotéis no Brasil até 2022. Atualmente, possui 384 unidades em operação e 105 previstas para entrar na rede, com construções ou conversão de bandeira. Parte da expansão se dará com abertura de hotéis com duas novas marcas que a rede trará ao Brasil: Tribe, voltada para público jovem de padrão médio, e Wojo, de espaços compartilhados (coworking).

A Intercity Hotels, terceira maior rede no País, projeta abrir seis hotéis até dezembro, encerrando 2019 com 42 unidades. Além disso, prevê mais cinco aberturas nos próximos dois anos, com investimento total de R$ 150 milhões. A companhia pertence ao grupo ICH Administração de Hotéis, que também detém as marcas Yoo2 by Intercity e hi!.

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