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Colunistas A tentativa de virada do Governo

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Leonardo Picciani (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O deputado Leonardo Picciani (RJ) tenta acordar hoje líder do PMDB, novamente. A batalha é fundamental para a sobrevivência da presidente Dilma, que aposta suas fichas no jovem. Ele precisa de dois votos. Conseguiu um, na volta de Pedro Paulo, o secretário de Governo de Eduardo Paes, que se exonerou para retomar a vaga de deputado. Picciani articula para convencer outro parlamentar que votou contra ele. Os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Berzoini (Governo) o ajudam. As motivações para a reviravolta são as de sempre: cargos em estatais e liberação de emendas.

Em jogo
A formatação da bancada é crucial. Em jogo, os oito votos na comissão especial do impeachment e os do plenário. E a relação com o Planalto em votações importantes.

Demanda$
Há demandas represadas com a maioria dos deputados do PMDB ligados ao Planalto. A bancada hoje tem 69 deputados. Pouco mais da metade ligada a Eduardo Cunha.

A conferir
Ao topar com o líder do PSD ontem, Rogério Rosso (DF), Picciani soltou um ‘vamos virar!’.

SMS x Zap
As teles venceram a primeira batalha e a Justiça determinou a suspensão do aplicativo Whatsapp por 48h a partir de zero hora desta quinta. O que está em jogo é a perda bilionária das telefônicas com pacotes de SMS. O ‘Zap’, gratuito para smartphones, está enterrando as ofertas das teles para ‘torpedos’ e as empresas vêem o lucro cair.

Que susto!
Prestes a voltar para a cadeia definitivamente, o ex-senador Luiz Estêvão levou um susto na terça ao ver as viaturas da PF. Seu escritório fica na casa vizinha à residência oficial do presidente da Câmara. Para piorar, desde cedo sites de notícias e emissoras de TV repetiram equivocadamente a imagem aérea do escritório de Estêvão.

Batom & continência
Avança no Senado a proposta de alistamento militar de mulheres (PLS 213/15). Passou na Comissão de Direitos Humanos e entrou na de Relações Exteriores. Permite o alistamento voluntário das mulheres ao Exército, Marinha ou Aeronáutica.

Autofagia infantil
Virou piada a nota da Executiva do PMDB sobre Renan dizer que Ulysses ‘tremeu no túmulo’: ‘Seu corpo repousa no fundo do mar e devemos respeito’. Agora Ulysses pira.

Ministro fiel
Até o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), apadrinhado de Picciani, não poupou Michel Temer. Cobrou ‘neutralidade’ maior em relação às questões internas da legenda.

Calma, doutor
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou visivelmente desconfortado para reunião com Renan Calheiros no Congresso. Interpelado por desconhecido no caminho do gabinete sobre eventual saída do Governo, soltou, ríspido: “Companheiro, estou trabalhando, depois a gente conversa sobre estas brincadeiras”.

Dancei
O governador Jackson Barreto (PMDB), do Sergipe, joga para o alto a sua possível reeleição. A Assembleia aprovou ontem lei do Executivo que determina o parcelamento do 13º salário do funcionalismo em seis vezes. Alega baixo repasse do FPE.

Espetáculo
O deputado Wadih Damous (PT-RJ), adversário do presidente da Câmara, criticou os holofotes da nova fase da operação Lava Jato: “Espetaculosa. Eduardo Cunha não tem o perfil de quem esconde documentos e provas em casa.”

PSOL 2 x 0 Cunha
Acuado pela PGR, que pediu seu afastamento, Eduardo Cunha também vê caírem suas estratégias de ataque ao PSOL, seu maior rival no plenário. Depois de o Conselho de Ética inocentar Chico Alencar, o federal Glauber Braga teve ação arquivada.

Testas de ferro
Chico foi alvo de denúncia de Paulinho da Força (SD-SP), e Glauber, de Waldir Maranhão (PMDB-MA), ambos fieis escudeiros de Cunha, que tentaram intimidá-los.

Ex-aliado é F!
Para o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), passou da hora de Cunha jogar a toalha: “Alguém contaminado pela Polícia Federal não pode presidir a Câmara.”

Tudo filmado
Trata-se de Evelyn Silva, assessora de Jean Wyllys, a moça que acusou segurança de agredi-la na coletiva de Cunha na terça. Tentou mostrar camisa com ‘Fora, Cunha!’.

Ponto Final
Antes de brigarem na Justiça contra o app Whatsapp, as teles deveriam ter vergonha na cara (ou nas antenas) e oferecer o sinal pelo qual o cliente paga e nunca tem.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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