Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2020
A Telefônica e a TIM decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da Oi. A informação foi divulgada ao mercado na noite de terça-feira, 10. Se o negócio for concretizado, a telefonia móvel no Brasil ficará concentrada em três grandes operadoras (Claro, Vivo e TIM) e a Oi deixará a telefonia celular para restringir sua atuação à banda larga fixa, TV por assinatura e telefonia fixa.
As duas teles manifestaram ao assessor financeiro do grupo Oi, o Bank of America Merrill Lynch, “seu interesse em iniciar tratativas com vistas a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel da Oi, no todo ou em parte”.
Caso a operação seja consolidada, segundo o comunicado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”, de acordo com nota divulgada pela Telefônica e pela TIM. As empresas informaram ainda que a transação pode criar valor aos acionistas e clientes, gerar eficiências operacionais e melhorar a qualidade dos serviços.
Recuperação judicial
A Oi, maior operadora de telefonia fixa do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívida. Em julho do ano passado, a Oi divulgou planos para levantar até R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos não essenciais – incluindo torres, centrais de processamento de dados, imóveis e sua fatia de 25% na angolana Unitel. A companhia é hoje a quarta em número de clientes na telefonia celular – serviço que mais rende receitas para as teles, principalmente devido aos dados.
Se consolidada, a operação pode concentrar ainda mais os serviços na telefonia móvel, que ficariam concentradas em Telefônica, Claro e TIM. O edital do leilão do 5G, em que será licitada a faixa de 3,5 GHz, já considera esse cenário de apenas três grandes teles na telefonia móvel.
“A transação, se concretizada, criará valor para nossos acionistas e clientes através de maior crescimento, geração de eficiências operacionais e melhorias na qualidade do serviço. Além disso, contribuirá para o desenvolvimento e competitividade do setor de telecomunicações brasileiro”, diz nota enviada à imprensa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do portal de notícias G1.
Os comentários estão desativados.