Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2019
As vendas no mercado de veículos novos aumentaram 0,8% em março em comparação ao mesmo período de 2018, informou nesta quarta-feira (3), a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), em balanço distribuído à imprensa.
Foram 209,1 mil unidades vendidas nos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume, se comparado a fevereiro, teve expansão de 5,3%.
O primeiro trimestre terminou com crescimento de 11,4% em relação aos três primeiros meses de 2018, com a comercialização de 607,6 mil unidades, o maior resultado para o período desde 2015.
Por segmentação, os chamados veículos leves, que englobam os automóveis e comerciais leves, registraram 199,5 mil emplacamentos em março, o que corresponde a uma queda de 0,25% em comparação a março de 2018, mas crescimento de 5,1% em relação a fevereiro. No primeiro trimestre, foram 580 mil unidades, alta de 10% sobre igual período do ano passado.
Na categoria de caminhões, as concessionárias venderam 7,6 mil unidades no terceiro mês do ano, apresentando uma expansão de 27,8% em relação a março de 2018 e de 11,9% sobre o resultado de fevereiro. De janeiro a março, foram 21,3 mil caminhões comercializados, avanço de 45,7% em comparação a igual intervalo do ano passado.
Os ônibus registraram 2 mil vendas em março, alta de 49,7% em relação a igual mês do ano passado e avanço de 0,9% sobre o desempenho de fevereiro. Nos primeiros três meses, o segmento acumula 6,1 mil emplacamentos, um crescimento de 71,3% sobre igual período de 2018.
Ford
Em fevereiro, a Ford comunicou o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, sua mais antiga unidade em atividade no País. A decisão foi tomada após a montadora concluir que seria necessário um grande investimento para modernizar a fábrica, sem qualquer previsão de retorno a curto e médio prazos.
Com o fim da unidade, a Ford deixou em definitivo o mercado de caminhões na América do Sul. Todos os modelos da linha Cargo sairão de linha. Quem também deixará de ser produzido é o hatch New Fiesta, que já tinha perdido versões sedã e turbo. A fábrica será desativada ao longo de 2019, e os modelos serão comercializados até durarem os estoques.
Para evitar o naufrágio da fábrica de São Bernardo, a Ford chegou a buscar um comprador para a operação de caminhões, principal fonte de prejuízos. Entretanto, sem sucesso, a montadora optou por arcar com as despesas pelo fechamento, que podem chegar a US$ 460 milhões — algo como R$ 1,7 bilhão.
A unidade no ABC paulista o empregava cerca de 2.800 funcionários. Cerca de US$ 360 milhões das despesas estão relacionados a compensações de funcionários, concessionários e fornecedores.
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