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Economia A Venezuela ameaça interromper o fornecimento de energia para Roraima

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(Foto: Divulgação)

A estatal venezuelana Corpoelec, que fornece energia para Roraima, informou ao governo brasileiro que pode cortar a distribuição para o Estado. O motivo seria uma dívida de 30 milhões de dólares.

Roraima é o único Estado brasileiro que não é ligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e tem o abastecimento dependente do país vizinho. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal Folha de S.Paulo.

A Corpoelec, segundo publicado pelo jornal Valor Econômico, deu um prazo de 90 dias para receber a dívida. Um ofício com a cobrança teria sido enviado a União em junho deste ano.

Há 17 anos que Roraima recebe energia da Venezuela por meio do Linhão de Guri. A subestação de energia foi inaugurada em 2001, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso e o então presidente venezuelano Hugo Chavez. No entanto, o estado enfrenta a instabilidade elétrica. Somente este ano foram 36 blecautes.

Ao todo, são 211 Km de linha de transmissão entre Santa Elena, na Venezuela, a Boa Vista, capital de Roraima. Ao menos dois terços da energia consumida no estado são gerados pela usina hidrelétrica de Gúri, que fica ao Norte da Venezuela.

A Eletronorte informou que está negociando uma solução, inclusive com a ajuda do Itamaraty. Segundo eles, o que impediu o pagamento não foi falta de dinheiro, mas a maneira como esse pagamento tem de ser feito.

O Itamaraty informou que acompanha o tema e tem feito gestões junto ao governo venezuelano.

As dificuldades, segundo o Valor Econômico, estariam relacionadas ” às sanções econômicas aplicadas contra Caracas pelo governo de Donald Trump”.

O banco em que a estatal venezuelana tem conta teria se recusado a receber a ordem de pagamento do Brasil, supostamente por receio de sofrer punição do Federal Reserve, que é o Banco Central dos Estados Unidos.

A solução para resolver a instabilidade energética de Roraima seria a construção da linha de transmissão Manaus – Boa Vista no chamado linhão de Tucuruí. As obras, porém, precisam do aval de índios Waimiri-Atroari, e o caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Suspensão das obras

Em 2013, a Justiça Federal suspendeu a construção da linha de transmissão de Tucuruí. A medida atendeu a um pedido do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM).

O MPF alega que a linha de transmissão passa irregularmente pela reserva indígena Waimiri-Atroari. O Ministério Público também afirma que não houve estudos prévios para implantação da linha.

Os índios não aceitam a obra e alegam que ela pode causar impactos ambientais, além de pôr em risco a sobrevivência das comunidades.

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