Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de setembro de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A liberação dos jogos de azar, pretendida pelo governo federal, leva a recuar no tempo. Foi dona Carmelinha, esposa do presidente Eurico Gaspar Dutra , quem exigiu que a roleta do cassino do Hotel Copacabana Palace funcionasse pela última vez a 30 de abril de 1946. A partir daí, a proibição provocou o fechamento de mais 70 cassinos no País. Contam os repórteres da época, que acompanhavam o dia-a-dia no Palácio do Catete, Rio de Janeiro: dona Carmelinha tinha poder.
O governo só deixará na ilegalidade o jogo do bicho, porque faz concorrência direta com a Caixa Econômica Federal que mantém a Mega-Sena, Lotofácil, Quina e outras formas de apostas. Criado em 1892 pelo Barão João Batista Viana Drummond no Rio de Janeiro, o jogo do bicho mantém-se vivo e na semi-clandestinidade.
DESMANCHA PRAZER
O general Flores da Cunha, interventor no Estado de 1930 a 1937, tinha entre suas preferências o jogo de cartas em uma casa noturna de Porto Alegre. Porém, odiava intrusos que ficavam de pé no entorno da mesa, olhando e dando palpites. Certa vez, Flores tinha nas mãos a sequência para ganhar o jogo, mas se desfez de uma carta decisiva. O olheiro surpreendeu-se, deu um longo suspiro de decepção e deixou escapar: “Não é possível…”. O interventor olhou para trás e sentenciou: “Sofre, peru!”.
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