Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de outubro de 2015
Uma ação conjunta do PT e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na CPI dos Fundos de Pensão nessa quinta-feira evitou a votação de requerimentos de convocação do lobista Fernando Baiano, apontado como operador de propinas do PMDB na Petrobras, e do pecuarista José Carlos Bumlai, acusado por Baiano de pedir propina de 2 milhões de reais em nome de uma das noras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os requerimentos de convocação de Baiano e Bumlai foram apresentados pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) e incluídos quarta-feira na pauta da CPI pelo presidente da comissão, Efraim Filho (DEM-PB). Cunha foi alertado por aliados do PMDB e passou a agir junto a deputados do DEM para barrar a convocação de Baiano. Segundo relatos, o presidente da Câmara ficou “irritadíssimo” quando soube que Baiano seria chamado à CPI e telefonou para os democratas mais próximos para evitar a votação do requerimento.
Quando a sessão foi iniciada na manhã de quinta-feira, deputados do PT passaram a obstruí-la com pedidos de retirada de pauta das convocações. Paulo Teixeira (PT-SP) defendeu que as convocações propostas não deveriam ser votadas, pois teriam como objetivo trazer as investigações da CPI da Petrobras, encerrada hoje, à CPI dos Fundos de Pensão. Outros partidos da base, como PCdoB, PMDB e PR apoiaram requerimento para retirar da pauta a votação de todas as convocações.
Os discursos de petistas contrários à análise das convocações, que além de Paulo Teixeira foram reforçados por Enio Verri (PT-PR) e Erika Kokay (PT-DF), foram prolongados até que, por volta das 11h, Eduardo Cunha iniciou sessão no plenário da Câmara, e a CPI foi encerrada.
Efraim Filho admitiu que a pauta pode ser “reformulada” e que a convocação de Fernando Baiano pode não ocorrer. O deputado disse que isso dependerá da audiência com o doleiro Alberto Youssef, marcada para a próxima terça-feira. (AG)
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