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Rio Grande do Sul Acendimento da chama crioula no Palácio Piratini marca o início da Semana Farroupilha

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Leite destacou que a chama foi recebida pelo primeiro governador gaúcho assumidamente gay

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Governador disse que é "importante cultivarmos, por meio de símbolos e tradições, a nossa identidade". (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

Símbolo da alma e união gaúcha, a chama crioula chegou ao Palácio Piratini na manhã desta terça-feira (14), oficializando o início da Semana Farroupilha. A centelha entregue pelos cavalarianos, sentinelas da tradição desde 1947, foi recebida pelo governador Eduardo Leite e pela patrona dos Festejos Farroupilhas deste ano, a declamadora Liliana Cardoso.

As celebrações de 2021 enaltecem o bicentenário do nascimento de Anita Garibaldi e o cinquentenário do Dia da Consciência Negra e do Movimento Nativista.

“Todos esses movimentos resgatam o sentimento de pertencimento da nossa sociedade e é importante cultivarmos, por meio de símbolos e tradições, a nossa identidade, mas também a diversidade que nos torna maiores e mais capazes. História se faz aqui hoje, quando a chama é recebida por uma mulher negra, patrona dos festejos, e pelo primeiro governador assumidamente gay. E o mundo não acabou, pelo contrário. O Rio Grande vive um momento de virada nas contas públicas e nos investimentos. E tudo isso travando bons debates, no campo das ideias, com respeito, sem nos enfrentarmos como povo”, declarou.

“É um momento de grande emoção para aquela guria que veio da periferia de Porto Alegre, criada dentro de um Centro de Tradições Gaúchas. Essa chama viva que arde aqui hoje nos faz refletir sobre os ideais que tanto louvamos na nossa bandeira rio-grandense: liberdade, igualdade e humanidade. Se essa chama aqui arde e nos une, mesmo em um mundo tão desigual e com tanto ódio, perante esta chama, penso eu sermos iguais”, afirmou Liliana.

A chama acesa no Piratini foi composta pela centelha do CTG Setembrina dos Farrapos, em Viamão, e pelo Fogo Simbólico da Pátria, que percorreu municípios gaúchos até o dia 7 de setembro. O presidente do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho), Manoelito Savaris, explicou que a cerimônia da primeira chama, em agosto, foi diferente neste ano em razão da pandemia. “Foram acesas centelhas em 30 lugares diferentes para evitar aglomeração em um mesmo ponto. A primeira foi em Cruz Alta, um município histórico”, observou.

A tradição da chama crioula teve origem em 1947, quando Paixão Cortes, Cyro Ferreira e Fernando Vieira retiraram uma centelha do fogo simbólico da pátria e acenderam o primeiro candeeiro crioulo, em Porto Alegre, representando a coragem, a união dos povos e o amor do gaúcho pela sua terra.

Após a cerimônia no hall do Palácio Piratini na manhã desta terça, foi inaugurada, no Salão Negrinho do Pastoreio, a exposição “Gaúcho”, do fotógrafo Fábio Mariot, que faz um recorte étnico do trabalhador do campo e do ginete, apresentando um gaúcho diferente do imaginário social.

(Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

A declamadora Liliana Cardoso é a patrona dos Festejos Farroupilhas de 2021. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

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