Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de junho de 2016
O presidente interino Michel Temer disse nesta quarta-feira (22) que, na avaliação dele, não deve haver novos problemas que levem à demissão de ministros do governo. Temer foi questionado sobre as saídas de três ministros da sua gestão em um mês e se haveria novas demissões.
“Eu acho que não [haverá novas demissões]. Realmente, os que caíram, até devo registrar, pediram demissão. Eles tinham um sentido de colaboração, mas claro que eu ia fazer uma avaliação. Neste sentido de colaboração, eles vieram a mim logo que apareceu algo”, afirmou Temer. “Acho que não teremos mais problemas, mas acho que isso não pode atrapalhar a governabilidade nem a confiança no País”, completou o presidente interino.
Temer destacou ainda que o fato de ser interino gera “alguns problemas e instabilidades”. Ele está ocupando o cargo enquanto o Senado ainda não tomou uma decisão final sobre o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.
O primeiro ministro que deixou o governo Temer foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que comandava o Planejamento. Ele saiu após virem a público gravações de conversas feitas pelo ex-presidente da Transpetro e delator da Lava-Jato, Sérgio Machado. Nos áudios, Jucá defendia um estancamento na “sangria” da Lava-Jato.
Depois caiu o então ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que também apareceu em conversas gravadas por Machado criticando a Lava-Jato. Na última semana, o então ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, investigado na operação, pediu para sair para não “constranger” o governo.
Pedido de impeachment do procurador
Temer também disse que “não vale a pena” o Senado levar adiante o pedido de impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), deve analisar nesta quarta se abre o procedimento contra Janot.
“Eu acho que realmente não vale a pena. E penso e até informo que o presidente Renan já arquivou cinco pedidos de impeachment. Esse é o sexto. Tenho a sensação de que não irá adiante”, afirmou Temer. (AG)
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