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Economia Ações da Petrobras disparam e Bolsa tem a maior alta desde maio de 2020

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Nesta quinta-feira, o principal índice da bolsa teve queda de 1,08%, a 98.542 pontos. No mês, a queda foi de 11,50%. (Foto: Reprodução)

O principal índice de ações da Bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte alta nesta quinta-feira (2), após a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) dos Precatórios no Senado e diante de sessão positiva para as bolsas nos Estados Unidos.

O Ibovespa teve um dia influenciado pelo bom humor ao longo de toda a sessão e fechou em alta de 3,66%, aos 104.466 pontos, a maior alta desde maio de 2020. O índice foi influenciado, sobretudo, pela Petrobras. A estatal subiu 7,1% após a Opep+ manter a política de aumentar gradualmente a produção global de petróleo, uma medida que pressiona o preço da gasolina, mas que aumenta os ganhos das petrolíferas, uma vez que as restrições na oferta tendem a elevar a cotação da commodity no mercado internacional. O Brent, por exemplo, avançou 1,7%, a 70,1 dólares. Os investidores ignoraram completamente o PIB negativo e a recessão técnica. Mas repercutiram também a PEC dos Precatórios, que foi aprovada em dois turnos no Senado e, enfim, saiu do caminho do mercado. A proposta fura o teto de gastos e desagrada os investidores, mas o desejo era de que fosse logo aprovada para os analistas terem os números fechados para fazer as contas.

A maior alta do dia foi registrada pela Braskem. A companhia disparou 9,3% após revelar a distribuição de 6 bilhões de reais em dividendos antecipados. A empresa também informou que sua acionista, a Odebrecht, estuda fazer uma oferta secundária das ações da empresa. Até agora, este é o papel que mais se valorizou no conturbado 2021 – cerca de 130%.

Na quarta-feira, a bolsa fechou em queda de 1,12%, a 100.775 pontos. No acumulado da semana, acumula alta de 2,19%. No ano, no entanto, o tombo é de 12,23%.

Dólar

Já o dólar fechou em queda nesta quinta-feira (2), com o real beneficiando-se de um dia de recuperação das commodities e de um rali de ativos de risco no exterior, apesar de números mais fracos da economia brasileira divulgados na sessão em que a PEC dos Precatórios foi aprovada pelo Senado..

A moeda norte-americana recuou 0,21%, cotada a R$ 5,6585. Veja mais cotações.

Na quarta-feira, o dólar fechou em alta de 0,91%, a R$ 5,6703. Com o resultado desta quinta, acumula alta de 1,14% na semana e de 9,09% no ano.

Cenário

O Ibovespa marcou alta superior a 1% logo no início dos negócios, diante da expectativa de aprovação no Senado da PEC dos Precatórios. Segundo a agência Reuters, o movimento ganhou mais força com abertura em Nova York melhor do que os futuros de ações norte-americanos indicavam e, mais tarde, com o efetivo avanço da PEC no Congresso.

“O mercado quer comprar três coisas: o fato de que a aprovação da PEC dos Precatórios é o final da história do risco fiscal, que a inflação está chegando no pico, e ainda está louco para comprar essa versão da terceira via”, disse Roberto Attuch, presidente da OHMResearch. “Se vai se concretizar eu não sei, mas cria-se um clima para um ‘rallyzinho’ de final de ano”, adiciona ele.

O Senado aprovou nesta quinta-feira, em dois turnos, a PEC dos Precatórios, que modifica as regras de quitação dessas dívidas do governo e altera o prazo de correção do teto de gastos, gerando espaço para o financiamento do novo programa social do governo, o Auxílio Brasil, em ano eleitoral.

Na teoria, o texto voltaria para a Câmara dos Deputados, por conta das alterações sofridas. No entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai conversar com o Senado para que o texto comum entre as duas casas – partes da PEC aprovadas por ambas, sem modificação – seja promulgado, enquanto o restante só deve ter uma palavra final dos deputados no ano que vem.

Além disso, o Senado também aprovou a medida provisória que cria o Auxílio Brasil e o texto segue à sanção presidencial.

Os mercados também avaliaram os dados do PIB do terceiro trimestre, que registrou queda de 0,1%. Os números do segundo trimestre também foram revisados para baixo, mostrando uma queda de 0,4%. As informações são da revista Veja e do portal de notícias G1.

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