Sexta-feira, 12 de junho de 2026

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Armando Burd Acordo da discrição

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(Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Há uma divisão clara em Brasília: de um lado, os que pretendem ser ministros, plantam notícias e anulam suas chances. De outro lado, os que negam a intenção de entrar em eventual governo de Michel Temer e já estão escolhidos.

Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e que foi ontem ao Palácio Jaburu, está no segundo grupo.

BALANÇO DE 90 DIAS

A 24 de janeiro surgiram as primeiras especulações de que Michel Temer enfrentaria forte oposição na disputa pelo comando do PMDB. A 12 de março, sua chapa obteve 537 votos contra 11, renovando mandato como presidente do diretório nacional. A 29 de março, anunciou a devolução de ministérios. Hoje, aguarda a votação do pedido de impeachment no Senado.

FALTAM QUATRO DIAS

O Supremo Tribunal Federal julgará na quarta-feira o mérito de ações que tratam da metodologia de cálculo das dívidas de Estados com a União. A conta do Rio Grande do Sul vai a 51 bilhões de reais. Em abril de 2004 eram 29 bilhões. Paulo Michelucci, secretário estadual da Fazenda naquela época, disse que “se o total continuasse a crescer, em pouco tempo se tornaria impagável.” Doze anos depois, o Estado começa a atrasar e a sofrer bloqueios em suas contas.

ESTÃO NA FILA

Além dos dez estados que obtiveram liminares, entre os quais o Rio Grande do Sul, entraram com pedido o Distrito Federal, a Bahia e o Mato Grosso. Querem também reduzir o valor dos juros sobre as dívidas.

A projeção é de que, se o Supremo conceder o benefício a todos os estados, a contabilidade do governo federal terá rombo de 300 bilhões de reais.

SÓ NA PROMESSA

Na campanha eleitoral de 1994, o candidato Fernando Henrique Cardoso usou os cinco dedos da mão direita para indicar promessas. Uma delas era a reforma tributária. Passados 26 anos, nada ocorreu para simplificar o sistema ou aliviar o bolso dos contribuintes. Deu-se ainda o aumento da concentração de recursos nos cofres do governo federal. Paga-se caro pelos gastos perdulários e pela sucessão de abusos incorporados à rotina.

RÁPIDAS

* O Conselho de Política Monetária se reunirá terça-feira. A tendência é de que reduza os juros. Daria fôlego ao governo.

* Armínio Fraga não está fora de cogitação para entrar no governo. Foi o senador Aécio Neves quem lançou o boato de que ele recusaria convite.

* A presidente Dilma pedirá ao Mercosul a aplicação de sanções em caso de aprovação do impeachment. Antes, precisará acordar a instituição inoperante.

* Pesquisas mostram que a maioria dos eleitores não quer muito: apenas que os deputados federais sejam honestos, com ficha limpa e falem sem pieguices.

* Inexplicável: o Rio Grande do Sul tem 2 mil quilômetros de rios navegáveis e apenas 10 por cento da produção é escoado por essas vias.

* Uma das mais elementares lições da estratégia política é a ausência de vazios. Espaços que se abrem têm preenchimento instantâneo.

* Que saudades do parlamentarismo que não temos.

* Deu no jornal: “Investimento da Petrobras cai para nível mais baixo dos últimos oito anos”. Natural e previsível.

* Nos cinemas de várias capitais vão se formar filas para assistir ao filme Repensando Utopias. As principais cenas foram feitas em Brasília.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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