Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de setembro de 2015
Uma adolescente da cidade de Kvissel, no Norte da Dinamarca, que matou a própria mãe a facadas após se tornar obcecada pelo EI (Estado Islâmico), foi condenada a nove anos de prisão. Em outubro do ano passado, Lisa Borch, então com 15 anos, passou diversas horas na internet assistindo a vídeos de decapitação do grupo extremista na companhia do namorado iraquiano Bakhtiar Abulla, 39 anos, um muçulmano radical. Em seguida, ela deu vinte golpes na mãe com uma faca.
Tina Römer Holtegaard estava dormindo quando foi atacada pela filha. Depois de assassinar a mãe, Lisa ligou para a polícia. “Ouvi minha mãe gritar, olhei pela janela e vi um homem branco fugindo. Por favor, venham, está cheio de sangue aqui.” Quando os policiais chegaram, a adolescente estava vendo vídeos em seu celular e apontou à direção do quarto da mãe sem tirar os olhos do aparelho. Jens Holtegaard, padrasto de Lisa, afirma que a garota começou a se interessar pelo grupo jihadista durante o relacionamento com o iraquiano.
Viagem
A jovem planejava viajar para a Síria com o namorado para lutar ao lado dos extremistas do EI. Ao longo do julgamento, ela afirmou que Abdulla teria desferido os golpes que mataram a mãe. Ele, por sua vez, alegava que a mulher já estava morta quando chegou ao local. Como não foi possível identificar o assassino, ambos foram condenados. Abdulla foi sentenciado a 13 anos de prisão e será deportado após cumprir a pena. (Veja)
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