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Brasil Adversários afirmaram que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que impediu a candidatura de Lula à Presidência da República era esperada e torna a eleição mais clara

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Os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Marina Silva. (Foto: Reprodução)

Em agendas de campanha no sábado (01), outros candidatos comentaram a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que impediu a candidatura de Lula. De Curitiba, o candidato do PDT, Ciro Gomes, disse que a medida torna o processo eleitoral mais claro.

Segundo ele, o resultado do julgamento já era previsto, apesar de dele considerar injusta a condenação do petista. “Ainda que eu considere injusta sua condenação, a Lei da Ficha Limpa certamente impediria sua candidatura”, afirmou em mensagem enviada à Folha.

Ex-ministro do governo petista, ele disse compreender “a dor e o momento difícil” pelo qual atravessa o partido, mas ressaltou que o resultado torna a corrida eleitoral mais transparente aos eleitores. “A decisão neste momento tornará a campanha mais clara para os eleitores, evitando o trauma e a perplexidade de uma substituição na véspera da eleição”, disse.

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, também afirmou que a decisão já era esperada. O tucano se disse descrente sobre a expectativa de transferência de votos de Lula para Fernando Haddad (PT), que assumirá o lugar do presidente na cabeça da chapa. “Não tem herança no voto popular. Quem decide o voto é o povo. Voto tem que ser conquistado. Não se obriga, se conquista”, afirmou em Horizonte, município a 45 quilômetros de Fortaleza (CE).

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse no sábado que a Justiça brasileira tem “diferentes pesos e medidas” e precisa alcançar candidatos protegidos pelo foro privilegiado. Os comentários foram feitos durante compromissos de campanha na Baixada Fluminense, no Rio, após questionamentos sobre a rejeição da candidatura de Lula pelo TSE.

“Aqueles que já pagam por seus erros, a Justiça já os alcançou, mas não pode haver dois pesos e duas medidas. O foro privilegiado está protegendo o Renan [Calheiros], o [Romero] Jucá, o Aécio Neves, e isso não é justo e o povo quer que todos paguem pelos seus crimes”, disse ela, após caminhada em Nova Iguaçu.

Questionada se a saída de Lula do páreo facilitava sua campanha, Marina desconversou. “A minha vida nunca teve essa história de ‘mais fácil'”, disse. Na noite de sábado, em Rio Branco, no Acre, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) criticou o ministro Edson Fachin por ter votado a favor da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

“Eu fiquei surpreso ontem com o senhor Fachin aceitando uma piruada do Comitê de Direitos Humanos da ONU [Organização das Nações Unidas] recomendando que o maior bandido da história do Brasil, condenado em segunda instância, pudesse concorrer ao cargo máximo do Brasil”, disse o presidenciável.

Bolsonaro também não poupou críticas ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que descreveu como “citado na Lava-Jato por várias fontes e acusado de ter roubado merenda em São Paulo”. “Essa pessoa que se uniu com a nata do que não presta da política do Brasil em troca de tempo de televisão”, afirmou.

O candidato afirmou que não tem adversários diretos. “Eu estou em campo para lutar contra todo esse esquema que está aí, é o esquema do centrão, é o esquema do PT. O TSE fez o que foi óbvio. A Lei da Ficha Limpa é clara.”

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