Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de fevereiro de 2016
Integrante da equipe de defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o criminalista e ex-governador do Rio de Janeiro Nilo Batista classificou na segunda-feira, de “factóides” as suspeitas de que o petista tenha sido proprietário oculto de um triplex no Guarujá (SP) e que tenha se beneficiado de uma obra da construtora Odebrecht em um sítio frequentado por ele, em Atibaia. “O presidente se dá conta de que é uma luta antes de mais nada política e sente ser injustiçado e achincalhado sem ter feito nada.”
Segundo Batista, a mulher de Lula, Marisa Letícia, comprou cotas da cooperativa Bancoop para o empreendimento do Condomínio Solaris, no Guarujá. No entanto, o condomínio foi assumido pela OAS depois que a Bancoop quebrou. O advogado diz que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, investigado na Operação Lava-Jato, foi quem teve a iniciativa de fazer a reforma no apartamento que caberia ao casal e que o petista nunca soube dos valores da obra.
“Tem candidato a presidente com apartamento na Vieira Souto. Este de Guarujá é um triplex Minha Casa, Minha Vida, coisa modesta”, comparou o advogado, sem citar diretamente o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu a disputa presidencial para Dilma Rousseff em 2014. Na época da campanha, Aécio morava com a mulher e os filhos em um apartamento de luxo na avenida Vieira Souto, de frente para a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Para Batista, é natural que presidentes de empresas tenham contato com Lula.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), classificou como “cinismo” e “hipocrisia” a postura de Lula. O presidente do PT paulista, Emidio de Souza, considerou desrespeitosas as declarações do tucano.
Os comentários estão desativados.