Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2015
Um dos advogados da Odebrecht, Augusto de Arruda Botelho está sob investigação da PF (Polícia Federal) perante a suspeita de ter comprado de policiais dossiês com informações sigilosas ou falsas para desqualificar os delegados da Operação Lava-Jato e prejudicar o andamento das investigações. Há suspeição de que anotações encontradas pela PF no celular do presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho, possam ter alguma relação com a suposta estratégia ilegal para atrapalhar as apurações.
Um desses textos dizia: “Trabalhar para anular (dissidentes PF…)”, o que foi interpretado pela polícia como sinal de que ele pretendia fazer algo para acabar com a investigação. A Odebrecht sempre refutou essa versão. Os “dissidentes” da anotação, segundo suspeita da PF, podem ser os mesmos policiais que teriam vendido as informações secretas.
A PF colheu indícios de que o preço dos dados sigilosos pode ter variado de 500 mil reais a 2 milhões de reais. Entre as informações que teriam sido vendidas, estavam datas de prisões e buscas em empreiteiras, o que permitiria às empresas esconder material que poderia ser apreendido. Um delegado e um ex-agente da PF são os principais suspeitos pela suposta venda, segundo a portaria que instaurou o inquérito. Paulo Herrera foi um dos primeiros críticos dos delegados da Lava-Jato e está afastado para tratamento psicológico. O outro é o ex-agente Rodrigo Gnazzo.
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