Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2015
Após os turbulentos impasses que inviabilizaram a votação dos vetos presidenciais a projetos da chamada pauta-bomba na última semana, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mesmo negando publicamente qualquer movimento público contra a sessão do Congresso Nacional agendada para terça-feira, articula para esvaziá-la.
Segundo aliados de Cunha, o peemedebista está insatisfeito com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem cabe convocar as sessões conjuntas de deputados e senadores, desde que o colega se negou a colocar na pauta da sessão do dia 30 de setembro o veto ao financiamento privado de campanha eleitoral. A presidenta Dilma Rousseff vetou o trecho do texto da reforma política, aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional, após o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar inconstitucional a doação empresarial para campanhas eleitorais.
A avaliação de Calheiros, ao negar colocar o tema em pauta, é que não seria bom criar um ambiente de instabilidade e acirramento de ânimos entre os Poderes. Pesou ainda o fato de estar em curso a Operação Lava-Jato, com vários parlamentares mencionados em situações que envolvem financiamento empresarial de campanha. (Folhapress)
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