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Brasil Aécio Neves recebe aplausos em uma reunião do PSDB

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Afastamento do senador deve ser definido pelo STF. (Foto: Reprodução)

Denunciado pela PGR pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça, Aécio Neves não participou da reunião do PSDB, mas recebeu apoio dos colegas. Tucanos aplaudiram a fala do governador de Goiás, Marconi Perillo, que saiu em sua defesa. “Hoje tentam transformar Aécio num vilão. Mas ele levantou a autoestima dos mineiros como governador. Não é por conta de uma cilada covarde de um delator que vamos deixar de reconhecer o que esses homens fizeram por Minas Gerais”, disse, citando ainda o senador Antonio Anastasia.

Ficha corrida
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede a prisão de Aécio, investigado em ao menos oito inquéritos. Andréa Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo do tucano, estão presos acusados de negociar e receber propina em nome dele. No Senado, a REDE e o PSOL pedem a cassação dele no Conselho de Ética do Senado.

Recado

No encontro do PSDB a portas fechadas, Geraldo Alckmin surpreendeu. “Nosso compromisso não é com o governo. Não assumimos o governo. Mas com as reformas, a retomada do emprego e da economia.”

Detalhes do afastamento de Aécio devem ser definidos pelo STF

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta terça-feira (13) que detalhes do afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da função de parlamentar devem ser definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Eunício afirma que já tomou a providência que cabia a ele como presidente da Casa, que foi notificar Aécio. Ainda segundo Eunício, como nem o regimento do Senado nem a Constituição preveem as medidas a serem tomadas em caso de afastamento de senador pela Justiça, caberia ao STF determinar medidas adicionais.

Aécio foi afastado do mandato em maio pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. De acordo com o ministro, Aécio mostrava empenho em adotar medidas que pudessem interromper ou embaraçar as apurações.

O senador foi notificado e, desde então, não comparece a votações na Casa. No entanto, o Senado se tornou alvo de críticas pelo fato de o nome de Aécio ainda constar no painel eletrônico de votações e na lista de senadores em exercício. Além disso, a Mesa Diretora da Casa não decidiu se ele vai continuar a receber o salário de R$ 33.763 e outros benefícios, como assistência à saúde e passagens aéreas.

“Não tem previsão regimental, não tem previsão constitucional, o afastamento pela Justiça. Então cabe ao ministro Fachin determinar a forma do afastamento. Não cabe a mim. Cabe ao ministro Fachin. E eu cumprirei a decisão complementar que venha da Suprema Corte”, afirmou Eunício.

O presidente do Senado respondeu questionamentos de jornalistas sobre Aécio antes de participar de uma reunião da Mesa Diretora. Ele não disse se o encontro debateria a situação do senador afastado. Eunício quis ressaltar que, nesse tema, vai se limitar a cumprir a determinação do STF.

“Este é um momento de a gente acalmar as instituições, de a gente ter paciência, de não querer ter protagonismo. Eu não quero ter protagonismo de nada. O que for determinado pela Justiça será cumprido pela Mesa Diretora do Senado”, afirmou o presidente da Casa. (AG)

 

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