Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Afastado dos holofotes desde maio, o senador Aécio Neves reaparece em hora crucial para o presidente Michel Temer

Compartilhe esta notícia:

O senador chegou a ficar mais de 40 dias afastado das atividades parlamentares no primeiro semestre por determinação do STF. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Afastado dos holofotes desde maio, após ter sido atingido pela delação do empresário Joesley Batista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou à cena na última semana. Na véspera da importante votação para o governo Michel Temer na Câmara, o tucano jantou no Palácio do Jaburu no sábado (29) e almoçou no domingo (30) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O trabalho deu resultado. Na última quarta-feira (02), 263 deputados votaram para barrar o processo. Desse total, Temer contou com o apoio de 22 dos 47 parlamentares do PSDB na Casa, enquanto a expectativa era de que a maioria da bancada votasse pela continuidade do processo. O governo, que seguia mantendo conversas discretas com Aécio, fez um apelo para que ele aparecesse publicamente nas articulações a fim de dar mais força ao apoio do PSDB ao Planalto.

O ressurgimento em público coincidiu com novo revés: a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou mais um pedido de prisão do tucano. O senador ficou mais de 40 dias afastado das atividades parlamentares no primeiro semestre por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que acabou reformando a decisão e autorizou que ele reassumisse o mandato no fim de junho.

De lá para cá, Aécio busca um equilíbrio entre não se expor em excesso e nem desaparecer completamente como um líder do PSDB. De acordo com um tucano, o mineiro sabe que se aparecer demais pode enfrentar novas investidas do Ministério Público, mas entende que submergir o enfraquecerá. Os gestos do senador no último fim de semana foram lidos por alguns aliados como uma tentativa de reassumir a presidência do PSDB, o que não se concretizou.

Aécio se licenciou do comando do partido logo depois do vazamento de um áudio em que ele é flagrado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O cargo foi assumido interinamente pelo senador Tasso Jereissati (CE).

Tasso, que é favorável ao desembarque do governo, se irritou com as articulações e chegou a escrever uma carta de renúncia no começo da semana passada. Mas o episódio foi contornado após conversas que tiveram forte atuação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Aécio pediu a Tasso que ficasse no cargo. Em troca, comprometeu-se a não criar dentro do partido uma espécie de “duplo comando”. O cearense deve, por sua vez, diminuir o tom de crítica ao governo. O acordo entre os tucanos passou ainda pelo desenho de um novo calendário para definir o comando nacional do partido.

Em vez de fazerem a convenção em agosto, como pretendia Tasso, concordaram em eleições para os diretórios municipais, estaduais e nacional entre novembro e dezembro.

Em um aceno a Alckmin, que pretende disputar o Planalto em 2018, combinaram de anunciar ainda em 2017 o pré-candidato da legenda. Isso dificultaria a vida do prefeito de São Paulo, João Doria, que teria de assumir publicamente suas intenções de ser presidente com menos de um ano de sua gestão.

Além de ceder à presidência a Tasso, Aécio fez um aceno à ala que defende que o partido deixe a base do governo. Ele ligou na quinta para o deputado Daniel Coelho (PE), um dos principais líderes do movimento contrário ao apoio tucano a Temer.

A ligação resultou em uma postagem de Coelho num grupo de mensagens da bancada tucana na Câmara. “A atitude de Aécio e a disposição de Tasso em encarar a difícil missão trabalham em nome da união. Não é em torno de Temer ou de terceiros que vamos nos unir. Só o nosso projeto nos une. Recebo o ato de Aécio como ato humildade e conciliação”, escreveu.

O clima no partido, porém, ainda é de desconfiança mútua, apesar do acordo, e os próximos desdobramentos da relação do PSDB com o governo devem dar o tom do que vai se construir até dezembro. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O Mercosul suspende os direitos políticos da Venezuela por “ruptura da ordem democrática”
Disque Denúncia oferece R$ 30 mil por informações sobre um dos chefes do tráfico no Rio de Janeiro
Pode te interessar