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Brasil Afegãos que dormiam em aeroporto são deslocados para abrigo em São Paulo

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Cidadãos foram vacinados contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), poliomielite e Covid-19

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Cidadãos foram vacinados contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), poliomielite e covid. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Os afegãos que estão vivendo atualmente no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foram transferidos para a cidade de Praia Grande, no litoral paulista.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cerca de 150 imigrantes foram levados ainda na sexta-feira (30) para as dependências da colônia de férias do Sindicato dos Químicos de Praia Grande.

A ação é emergencial. Eles tomaram café da manhã, neste sábado (1º), e passaram por um protocolo de saúde.

Surto de sarna

Na semana passada, voluntários identificaram um surto de sarna entre os afegãos que estão vivendo no aeroporto e comunicaram as autoridades competentes sobre o caso. Ao menos 20 refugiados foram diagnosticados com escabiose. O surto de sarna foi identificado na quinta-feira (22) por médicos da prefeitura de Guarulhos.

Os afegãos foram imunizados com doses das vacinas obrigatórias no Brasil. Foram disponibilizadas vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), poliomielite e covid. Profissionais da Prefeitura de Praia Grande aplicaram os imunizantes de acordo com as necessidades de cada refugiado.

De acordo com a prefeitura, uma equipe realizou o levantamento sanitário e, neste primeiro contato, foi constatado que os integrantes do grupo estão saudáveis e sem sinais de sarna.

A sarna ou escabiose é uma doença altamente infecciosa causada por um ácaro, comum em ambientes de aglomeração populacional e com má higiene. No caso dos afegãos, que precisaram sair de seu país e estão vivendo em condições precárias no Brasil, sem poder tomar banho ou lavar suas roupas, eles ficam mais sujeitos ao risco de transmissão.

A doença é transmitida pelo contato entre pessoas ou mesmo através das roupas contaminadas. Ela tem como característica principal a coceira intensa que, geralmente, piora durante a noite, além de lesões na pele. O tratamento é medicamentoso e também inclui medidas de higiene, como a troca diária de roupas de uso e roupas de cama.

Afegãos no Brasil

Segundo o Ministério da Justiça, de setembro de 2021 a abril deste ano, 11.356 vistos humanitários foram autorizados para os afegãos. Desses, 7.517 já foram emitidos. Além disso, 2.942 autorizações de residência foram concedidas e 603 refugiados reconhecidos.

A crise humanitária ocorre devido ao alto número de afegãos que aterrissaram no Brasil pelo aeroporto internacional e que, sem ter para onde ir, permaneceram acampados no local.

Desde 2021, quando o Talibã assumiu o poder no Afeganistão, milhões de afegãos têm deixado o país para fugir do regime.

O Brasil passou a ser destino de parte deles quando foi publicada uma portaria interministerial, em setembro daquele ano, autorizando o visto temporário e a residência por razões humanitárias.

 

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Eduardo Rodrigues
1 de julho de 2023 22:25

Humm …pq não citaram o ” medicamentoso “? Deve ser por se tratar da vilã Ivermectina ( palavra proscrita )

Dirce Rosenfeld
1 de julho de 2023 23:57

Depois que ficaram 2 meses com escabiose (sarna) que é altamente contagiosa além de torturante com a coceira ELES FORAM ATENDIDOS. QUANTA NEGLIGÊNCIA podendo haver contágio em quem é passageiro e ou transita nesse Aeroporto.

Eloa Guterres
3 de julho de 2023 11:32

Em quanto isso tem brasileiro morrendo de frio e sem um teto para se abrigar. Que ironia!!

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