Domingo, 12 de Julho de 2020

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Notícias Agentes de força federal já estão em Bagé para ações de enfrentamento ao coronavírus no sistema penitenciário local

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Missão não tem prazo para encerrar os trabalhos. (Foto: Divulgação/Seapen)

Na tarde desta quinta-feira (2), mais de 30 agentes da Força de Cooperação Penitenciária do Depen (Departamento Penitenciário Nacional, vinculado ao Ministério da Justiça) chegaram a Bagé (Região da Campanha) para ações de enfrentamento ao coronavírus relacionadas ao Presídio Regional da cidade. O grupo não tem prazo para encerrar os trabalhos, que já estão em andamento.

Os profissionais, que atuavam em prisões no Estado do Pará, terão ao menos três tarefas distintas: reforçar o perímetro externo da unidade, apoiar ações preventivas de controle à pandemia de Covid-19 e capacitar servidores da Seapen (Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Sul) em procedimentos de segurança.

Com 16 diagnósticos confirmados, Bagé é a segunda cidade gaúcha mais atingida pelo surto da doença (a líder é Porto Alegre, com 232 casos). Um desses pacientes registrados no município cumpre sentença: trata-se de um idoso que já se encontra em isolamento, por meio de prisão domiciliar e com o uso de tornozeleira eletrônica. Ao menos cinco agentes que tiveram contato direto com ele estão afastados preventivamente.

A chegada da unidade foi acompanhada pessoalmente pelo titular da Susepe, Cesar da Veiga, que seguiu com o comboio da capital para a região da Campanha.  Essa contribuição, foi celebrada pelo titular da Seapen:

“Além da já conhecida qualificação técnica, é notável a determinação da Força Nacional em colaborar com o Estado, neste momento tão duro. A integração dos agentes federais com os policiais penais estaduais e o desassombro no enfrentamento dos riscos da pandemia é absolutamente notável, assim como a articulação entre Estado e comunidade”.

Máscaras

No Vale do Taquari, funcionárias do Presídio Estadual Feminino de Lajeado confeccionam máscaras protetivas em algodão, para uso exclusivo de servidores. O tecido é comprado com recursos próprios e dividido entre os colegas, que produzem as peças durante a semana, das 19h às 22h, nas dependências da casa prisional. Até agora, já foram finalizadas mais de 60 unidades.

“Na prática, cada servidor compra um pedaço de tecido e encomenda até seis máscaras, ficando responsável pela higienização do produto, que pode ser reaproveitado”, detalhou o site oficial do governo gaúcho. “O projeto mostra união em um momento de crise e ainda reduz custos para o Estado, que não está medindo esforços para o enfrentamento da pandemia na sociedade e no sistema prisional.”

Para a titular da 8ª DPR (Delegacia Peniteciária Regional), Samantha Longo, essa é uma tarefa gratificante e desempenhada com base na união de esforços. “Os voluntários se multiplicam a cada dia para amenizar os impactos causados pela pandemia que estamos vivendo”, ressalta. A ideia é que até o final de abril todos os servidores tenham suas máscaras de algodão para uso pessoal.

O projeto é desenvolvido pela diretora do Presídio, Rita de Cássia Donini, pela assistente social Vera Lúcia Lazzari e pela agente penitenciária Cristieli da Silva.

(Marcello Campos)

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