Domingo, 05 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de janeiro de 2025
O longa é baseado em uma autobiografia, de mesmo nome, escrita por Marcelo Rubens Paiva.
Foto: ReproduçãoO filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” fez história ao se tornar o primeiro longa sul-americano indicado ao Oscar de Melhor Filme. A lista de indicados foi anunciada pela Academia nesta quinta-feira (23).
O título também se junta a “Roma” (2018) como um dos filmes da América Latina indicados à categoria. A produção mexicana de Alfonso Cuarón foi nomeada na edição de 2019.
“Ainda Estou Aqui” também recebeu indicações nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres.
O longa é baseado em uma autobiografia, de mesmo nome, escrita por Marcelo Rubens Paiva. A trama retrata o desaparecimento do político Rubens Paiva, pai de Marcelo Rubens Paiva, durante a ditadura militar brasileira.
O foco da trama é Eunice Paiva. Casada com Rubens Paiva e mãe de cinco filhos, ela passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura.
Na manhã desta quinta, o filme recebeu três indicações. A primeira delas foi ao Oscar de melhor filme estrangeiro, repetindo o feito de O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O que é Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999). Neste ano, o filme concorre com A Garota da Agulha (Dinamarca), Emilia Pérez (França), A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha) e Flow (Letônia).
Na indicação de melhor atriz, Fernanda Torres concorre com Cynthia Erivo, Karla Sofía Gascón, Mikey Madison e Demi Moore. Já na categoria de melhor filme, os concorrentes são Anora, O Brutalista, Um Completo Desconhecido, Conclave, Duna: Parte 2, Emilia Pérez, Nickel Boys, A Substância e Wicked.
“Agora, tudo é batalha. Em filme internacional, Emilia Pérez é o franco favorito. Teve 13 indicações, quase um recorde geral – e um recorde para filmes estrangeiros. Então é meio complicado enfrentar esse favoritismo. Tem uma reação contrária a este filme pela comunidade LGBT e dos mexicanos, o que pode nos favorecer se o negócio ficar muito grande. Mas é difícil mensurar isso”, explicou o crítico Chico Fireman.
“Em melhor atriz, a Demi Moore tem uma narrativa de comeback muito forte e o filme é popular mas, ao mesmo tempo, estar num body horror (A Substância) não deixa o caminho tão fácil assim. Nisso, a Fernanda, uma interpretação mais clássica, sóbria, unanimemente elogiada, pode surpreender. Mas é raríssimo acontecer um prêmio para uma estrangeira nesta categoria. Foram apenas duas em 97 anos de Oscar. Em melhor filme, a indicação acho que já é um grande prêmio. Mas, enfim, agora é uma nova votação. As coisas ficam meio zeradas”, acrescentou.
Para Renata de Almeida, o filme tem chances de conquistar o primeiro Oscar brasileiro.
“Se está aí concorrendo é porque tem chance. Acho que tem chance como filme estrangeiro. Na categoria de melhor filme, acho que é mais difícil. Mas a Fernanda também tem chance. Ela está fantástica no filme, e além disso, ela tem esse carisma todo. E eles estão se dedicando muito, muito, para a promoção do filme [no exterior]. Mas eu acho que a gente já tem que comemorar desde hoje porque eles fizeram um filme lindo”.
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As RATAZANAS de extrema direita morrendo de inveja
Nunca se tinha visto tantos ratos saindo do esgoto no Brasil….
Tu sendo direita golpista kreusa
As jumentopatas da extrema esquerda estão ouriçadas, relinchando e batendo os cascos pelo filme da cumpanhera…