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Leandro Mazzini Alckmin, quieto como sertanejo

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Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

O ditado popular “o bom cabrito não berra” que, segundo Reinaldo Pimenta, em seu livro “A Casa da Mãe Joana” surgiu entre marginais cariocas, ganhou o Brasil. A expressão popular deve ter sido também da época em que o cangaço constituiu uma frente política no Nordeste e, por isso serve para exemplificar a situação de silêncio de Geraldo Alckmin. O governador paulista absorve em silêncio a recondução de toda executiva do PSDB, tendo à frente o senador Aécio Neves – seu adversário no projeto presidencial de 2018. Alckmin perdeu o peão nesta jogada, mas tem peças além do tabuleiro.

Quando quiser

O PSB mantém seu convite para que o governador possa sonhar com o Planalto. Oficialmente ninguém conversou, mas no PSB a legenda está disponível. O partido terá candidatura própria, seja com Alckmin ou com nome “trabalhado” na legenda.

Novo tempo

Eleito novo líder da bancada do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli (SP) procurou apaziguar os companheiros. Conversou com seus adversários, Jutahy Júnior (BA) e Marcus Pestana (MG).

Cancelado

A agenda pública da bela Marcela Temer reflete o caos que vive o governo do marido Michel. Seus compromissos são cumpridos ao sabor dos acontecimentos políticos do dia.

Fogo amigo

Relator do projeto que endurece penas para o abuso de poder, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) recebeu cumprimentos e elogios de um grupo de promotores e procuradores no Aeroporto de Brasília. “Democratas e íntegros”, retribuiu o parlamentar. Requião é um entusiasta da ideia de Renan Calheiros (PMDB-AL) de acelerar a matéria no plenário.

Adubo estragado

Manifestantes jogaram esterco no hall de entrada da Câmara de Vereadores de Campina Grande (PB). Os vereadores aumentaram o próprio salário em 26%. É por essas e outras que as câmaras municipais perderam o respeito do eleitor.

Olho vivo

O projeto de lei do Senado 449/2016 – do teto salarial dos servidores –, tem uma pegadinha. Acaba simplesmente com a pecúnia da licença prêmio em todos os níveis da administração.

Só vendo

Servidor com mais de 30 anos de Senado nunca tinha visto um suplente de senador assumir em sessão do Congresso. Foi o que aconteceu com Thieres Pinto de Mesquita Filho. O titular, Telmário Mota (PDT-RR) pediu licença por 120 dias.

Só no Brasil

O cearense Thieres nem mora em Roraima, mas em Brasília. Com patrimônio de R$ 3,5 milhões declarados ajudou a financiar a campanha eleitoral. Telmário vai solicitar nova licença no final de 2017, para dar “oportunidade” ao segundo suplente e outro financiador, Mesquita Filho.

Compasso de espera

Novas regras para a licitação de blocos exploratórios de petróleo é um tema mal resolvido para a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Está prevista nova rodada de negociações no ano que vem.

Cautela

Analistas de mercado avaliam que pode fazer água o programa de concessões do governo anunciado em setembro. Falta dinheiro local e os investidores estrangeiros estão com um pé atrás. A situação política atual afugenta os investimentos. A previsão de entrada de caixa de R$ 25 bilhões, entre 2017 e 2018, é um grande ponto de interrogação.

Calmaria

As ofertas estão em todas as áreas, desde construção de ferrovias a concessão de terminais rodoviários. Na opinião desses analistas, até o melhor deste bolo pode naufragar se Michel Temer não arrumar a casa. São 7,3 mil quilômetros de novas linhas de transmissão de energia. O governo ofertará 34 lotes ainda no primeiro semestre de 2017.

Promessa de ano novo

Do deputado Paes Landin (PTB-PI): em março do próximo entrega o relatório do projeto do novo Código Comercial. O texto era esperado para o início deste mês.

Ponto Final

Deputado Pedro Fernandes (MA) se articula para a candidatura à liderança do PTB, a ser definida em fevereiro de 2017.

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