Quinta-feira, 19 de março de 2026

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Colunistas Alexandre de Moraes

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Foto: Luiz Silveira/STF

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Alexandre de Moraes se conduziu exemplarmente no inquérito da tentativa de golpe de estado de janeiro de 2023.Era preciso que a aventura golpista fosse devidamente penalizada, de modo a servir de lição para que outros se sintam compelidos a respeitar o resultado das urnas e inibidos de atentar contra a ordem democrática.

Pode-se considerar que Moraes carregou demais a mão ao aplicar as penas. Eu mesmo, se pudesse ser ouvido, não condenaria os “manifestantes” da intentona a penas tão severas, à exceção dos verdadeiros culpados, os mandantes, as cabeças coroadas. Mas isto é apenas uma opinião. O crime da tentativa de golpe tem tal ordem de gravidade que justificava as punições exorbitantes.

Sempre avaliei Moraes pelo conjunto da obra, pela atuação incisiva, pelo trabalho meticuloso, e até pela coragem que demonstrou.

Mas de certo tempo em diante, o ministro do STF parece ter incorporado o espírito de herói nacional, de salvador da democracia e da pátria. E se esmerou na sua fúria punitiva, exagerou no papel de juiz durão que não passa o pano. E no amplo guarda-chuva do Inquérito das Fake News, por qualquer indício do qual se pudesse inferir que o fato estava no âmbito do procedimento, ele foi enfiando tudo, mandando censurar, prender, instalar tornozeleiras.

Simplesmente perdeu a mão. E dali para diante se tornou um inquisidor implacável. Deixou de ser o ministro do STF para ser o xerife da República. Deixou de ser Alexandre para ser Xandão.

O inquérito das fake News já dura mais de 6 anos e do alto do posto que ocupa, tem estado sempre vigilante, olhando para todos os quadrantes, para encontrar novos sinais contra tudo o que ele – na sua vontade soberana – acha que é ou pode ser crime.

Nunca se deve botar fé inteira em heróis do momento, nem em protagonista tão convicto dos seus próprios méritos, impiedoso, tão avesso a qualquer medição no seu trabalho. Nas horas de folga, em encontros sociais, e sabe-se lá em que outras circunstâncias, está evidenciado que Moraes prestava os seus valiosos serviços – se podemos assim chamar – a esse notório psicopata do mundo dos negócios, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A remuneração era milionária, não se fazia diretamente (porque não pode), mas em contrato com a advogada e esposa do ministro. Valor do contrato: R$ 129 milhões de reais.

Os assuntos de Vorcaro podiam ser tratados em via direta com o ministro, a qualquer hora do dia ou da noite. Moraes tentou impedir a intervenção do Banco Central no Master. Em dias cruciais, como o da intervenção do BC no Master, ou da prisão de Vorcaro, veio à tona que eles trocaram telefonemas aflitos para evitar os desdobramentos indesejáveis.

É caso de altíssima combustão. Não creio que hoje em dia Moraes possa sair à rua, ainda mais ele, com a sua inconfundível imagem. O que ele pode fazer de melhor agora é devolver a toga e ir para casa, antes que tenha de sair por outras vias, mais dolorosas.

O mesmo se dá com Dias Toffoli, e igualmente por causa de relações não republicanas com o mesmo Vorcaro, do mesmo Master.

Está em crise o Supremo. Está em crise a Nação. Mais uma!

(titoguarniere@terra.com.br)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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