Sábado, 08 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 8 de agosto de 2026
Os filhos de Bolsonaro têm autorização de “visita permanente” ao pai nas quartas e sábados
Foto: Ton Molina/STFO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba visitas neste domingo (9), Dia dos Pais, enquanto cumpre pena em prisão domiciliar em Brasília. O magistrado entendeu que o pedido estava “prejudicado” porque uma decisão anterior, de 17 de julho, suspendeu todas as visitas por 30 dias.
No período, Bolsonaro só pode receber atendimento médico e fisioterapêutico, além de visitas de advogados e as “permanentes”. A decisão anterior foi tomada depois que o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), leu carta em que Bolsonaro o colocava como porta-voz.
Em prisão domiciliar, o ex-presidente estava proibido de divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros.
Os filhos de Bolsonaro têm autorização de “visita permanente” ao pai. Contudo, essa autorização só vale para quartas-feiras e sábados, em três janelas de horários pré-definidas, com duas horas cada.
1 ano preso
O ex-presidente Jair Bolsonaro completou, em 4 de agosto, um ano sob restrição de liberdade. No dia 4 de agosto de 2025, Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar preventiva por determinação de Alexandre de Moraes. A medida foi decretada após a constatação de que o ex-presidente havia descumprido uma restrição previamente imposta.
No dia anterior à determinação, 3 de agosto, um áudio de Bolsonaro havia sido disponibilizado por seus filhos durante uma manifestação em Copacabana, o que foi interpretado como violação das medidas cautelares. Naquele momento, a prisão estava relacionada a um processo diferente daquele pelo qual ele seria condenado meses depois.
Meses após a prisão domiciliar, no dia 11 de setembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, além de outros quatro crimes.
Na madrugada do dia 22 de novembro, ocorreu um episódio que agravou ainda mais sua situação: Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A defesa alegou que o uso de medicamentos teria levado o ex-presidente a cometer o ato.
Como consequência, Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar e determinou a transferência de Bolsonaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Três dias depois, em 25 de novembro, o processo transitou em julgado.
Em 25 e 29 de dezembro, Bolsonaro passou por duas cirurgias, a primeira relacionada à correção de uma hérnia inguinal bilateral, e a segunda para tentar conter as crises de soluço que o ex-presidente enfrentava.
Em 15 de janeiro de 2026, Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, onde ele passou a contar com assistência médica de diversas especialidades, 24 horas por dia, e ainda podia receber visitas de políticos.
Em 24 de março, Moraes autorizou uma prisão domiciliar temporária, por um período de 90 dias, e Bolsonaro foi autorizado a retornar para casa.
No dia 3 de julho, Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro por tempo indeterminado, condicionando o retorno à prisão fechada a qualquer eventual descumprimento das restrições. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e do portal CNN Brasil)
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