Terça-feira, 11 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Aliados do presidente Michel Temer querem que a reforma da Previdência só seja retomada em 2019

Compartilhe esta notícia:

Apesar de não ser consenso, a ideia ecoa em partidos que somam 173 dos 513 deputados. (Foto: Reprodução)

Partidos aliados do presidente Michel Temer defendem que ele abandone a ideia de votar a reforma da Previdência e que a proposta só seja retomada em 2019, ou seja, no próximo governo.

Apesar de não ser consenso, a ideia ecoa em partidos que somam 173 dos 513 deputados. O jornal Folha de S.Paulo ouviu membros de PSDB (46 deputados), PR (38), PSD (37), DEM (29) e PRB (23). Representantes do PP (47) dizem não ter segurança de que o governo conseguirá aprovar a proposta.

Eles levam em conta a proximidade das eleições de 2018 e a previsão de que o governo só conseguiria aprovar uma reforma mínima, desfigurando ainda mais a proposta original e dificultando uma mudança mais robusta.

“Não é hora. Falei isso para o presidente numa conversa, há um mês. Disse ‘esqueça esse assunto de Previdência'”, afirmou o líder do PSD, Marcos Montes (MG). Em contato com suas bases eleitorais durante o recesso parlamentar, deputados dizem reservadamente ter sido mais pressionados por descontentes com a nova Previdência do que por aqueles insatisfeitos com o governo e as denúncias de corrupção.

Eles fazem a conta de que o tema só se tornaria uma prioridade depois que o plenário tirasse do caminho a denúncia contra Temer e a reforma política. Com isso, a votação ficaria muito próxima da campanha eleitoral.

“Obviamente só daria para votar isso agora no segundo semestre, ano que vem nem pensar”, afirma Marcus Pestana (PSDB-MG). Ele, que votou pela reforma na comissão especial e é um dos tucanos que defendem Temer, diz que seria importante votá-la agora, mas que é preciso “tranquilidade política”.

Até quem quer que a reforma seja mantida afirma que deve ser difícil. “É importante darmos o primeiro passo, ainda que não seja completo”, disse Carlos Melles (DEM-MG). “Mas não me surpreenderia se ficasse para 2019.”

Os que defendem que a agenda da reforma seja mantida afirmam que seria possível votar uma versão mais flexível da nova Previdência. “Já não tínhamos os 308 votos. Se for necessário [desidratar a reforma], é pouca coisa para conseguir a aprovação”, destacou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS).

Até o agravamento da crise política, o governo contabilizava 260 votos dos 308 necessários para aprovar o texto na Câmara dos Deputados. O texto da comissão já representa cerca de 70% da proposta original do governo.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é a favor da votação neste ano “o que for possível”. “A chance de vitória do governo é grande? Não. Mas acho irresponsabilidade com o país não tratarmos disso”, disse.

Líder de uma bancada de 62 deputados, o deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), defendeu que Câmara e Senado discutam juntos qual texto tem condições de ser aprovado. “Não adianta a gente aprovar e, depois, o Senado engavetar. Fica muito ruim.”.

No entanto, há quem diga que, se for para alterar a proposta, é melhor esquecê-la. “Ou vota o texto que foi aprovado na comissão ou não se vota nada neste mandato”, disse Cleber Verde (PRB-MA), líder da sigla na Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse à Folha que é preciso votar a reforma da Previdência e negou que o que a Casa irá votar seja uma minirreforma. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Jovem ditador da Coreia do Norte manda fuzilar seu ministro da Defesa
Duas apostas do Rio Grande do Sul ganham R$ 89 mil na Lotofácil
Pode te interessar